Gestão de custos formação de preços

INTRODUçãO

Os sistemas de custeio por absorção, custeio variável e custeio ABC, são os métodos de custeio mais abordados na bibliografia brasileira, não sendo possvel afirmar qual seria o melhor já que cada um deles pode atender uma necessidade melhor que o outro. Desta forma os sistemas de custeios devem ser definidos pelos gestores adequando-se as suas necessidades.

GERENCIAMENTO DE CUSTOS - PMBOK

Para o PMBOK o gerenciamento de custos envolve os processos de planejamento, estimativa, orçamentação e controle de custos, desta forma um projeto poderá ser finalizado no cronograma e dentro do orçamento previsto. Desta forma os gerentes devem possuir informações vitais sobre os custos da empresa e principalmente os custos relacionados aos projetos executados na organização, assim o gerente de projetos poderá analisar quais os projetos estão, ou serão viáveis, como otimizá-los e quais decisões deverão ser tomadas com relação aos projetos, esteja ele em fase de aprovação ou em execução.

Segundo o PMBOK O gerenciamento de custos do projeto trata principalmente do custo dos recursos necessários para terminar as atividades do cronograma. No entanto, o gerenciamento de custos do projeto também deve considerar o efeito das decisões do projeto sobre o custo de utilização, manutenção e suporte do produto, serviço ou resultado do projeto.

SISTEMA DE CUSTEIOS

CUSTEIO POR ABSORçãO

O custeio por absorção apura todos os custos de produção, isso consiste em atribuir aos produtos fabricados todos os custos de produção, direta ou indiretamente, desta forma custos fixos e variáveis são atribudos nos produtos/serviços comercializados pelas empresas.

No sistema de custeio por absorção, os custos diretos são alocados de forma objetiva, ou seja, todos os custos diretamente relacionado a um produto/serviço são alocados de forma clara. Já os custos indiretos são alocados através de rateio. Este rateio é feito normalmente seguindo os critérios de proporcionalidade ao valor da matéria-prima, ao valor da mão-de-obra direta, nmero de horas-homem, horas-máquinas.

Nesta metodologia a distinção de custos e despesas é muito importante, porque as despesas são imediatamente lançados no resultado obtido, já os custos relativos aos produtos em elaboração e aos produtos acabados que não tenham sido vendidos são ativados nos estoques destes produtos.

Como o custeio de absorção não se preocupa com a distinção de custos fixos e variáveis, podemos dizer que esta metodologia são mais voltados para critérios de inventários do que das necessidades gerencias das empresas. Desta forma a premissa fundamental desta metodologia é apropriar os custos aos produtos para confrontá-los no momento da venda com as receitas geradas e as despesas são lançadas diretamente no resultado.

Vantagens

  • Considera o total dos custos por produto
  • Formação de custos para estoque
  • Permite a apuração dos custos por centros de custos
  • Desvantagens

    • Pode elevar os custos de alguns produtos
    • Não demonstra a capacidade ociosa que pode ocorrer na realização do produto/serviço
    • Os critérios de rateio são arbitrários, podendo induzir a erros no rateio

    CUSTEIO DIRETO OU VARIáVEL

    custeio direto ou variável, é um tipo de custeio onde considera-se como custos de produção, somente os custos indiretos ocorridos na produção de um produto/serviço. Os custos fixos, não são atribudos ao produto/serviço, uma vez que ele ocorrerá mesmo que não ocorra a produção/prestação de serviço, estes são considerados como despesas e não como custos de produção. Diferentemente do custeio por absorção, o custeio variável parte do pressuposto de que os custos fixos são difceis de serem alocados aos produtos e, portanto, devem ir diretamente para o resultado.

    Esta metodologia busca distorções no sistema de rateio exigidas no sistema de absorção No custeio por absorção os custos fixos são rateados aos produtos e/ou serviços enquanto no custeio variável estes custos são tratados como despesas, e vão direto para o resultado. Esse sistema produz informações importantes como a margem de contribuição e é o sistema que proporciona os subsdios necessários para a tomada de decisões nas empresas.

    sistema de custeio direto ou variável não é aceito para demonstrativos externos porque segue os princpios de contabilidade do regime de competncia e confrontação, por isso não é reconhecido para efeitos legais. No entanto é de grande auxilio para a tomada de decisão gerencial.

    Vantagens

    • Destaca o custo fixo
    • Não ocorre a prática de rateio
    • Foco Gerencial
    • Identifica o nmero de unidades que a empresa necessita produzir e comercializar para saldar seus compromissos de caixa
    • Os dados necessários para análise da relação custo/lucro/volume são rapidamente obtidos

    Desvantagens

    • não é reconhecido para efeitos legais

    CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES - ABC

    custeio baseado em atividades (Activity Based Costing - ABC) é um mapa econmico das despesas e da lucratividade das empresas, baseado em suas atividades. O sistema baseado em atividade, identifica o custo e a rentabilidade de cada processo de negcio, atividade ou serviço prestado. O custeio baseado em atividades atribui primeiro os custos para as atividades, e depois aos produtos, baseado no uso das atividades, e depois das atividades de cada produto. Sendo assim, primeiramente faz-se o rastreamento dos custos que cada atividade causou, atribuindo-lhes estes custos, e posteriormente verificam-se como os portadores finais de custos consumiram serviços das atividades, atribuindo-lhes os custos definidos.

    custo ABC não da valor apenas ao estoque, mas também proporciona informações gerenciais para tomadas de decisão, como por exemplo, os custos das atividades, que proporcionam aos gestores atriburem responsabilidades.

    Vantagens

    • Informações gerenciais mais fieis por meio da redução do rateio;
    • Adequa-se mais facilmente s empresas de serviços, pela dificuldade de definição do que seja custos, gastos e despesas nessas entidades;
    • Menor necessidade de rateios arbitrários;
    • é similar ao custeio por absorção nos princpios contábeis
    • Obriga a implantação, permanncia e revisão de controles internos
    • Proporciona melhor visualização dos fluxos dos processos;
    • Identifica, de forma mais transparente, onde os itens em estudo estão consumindo mais recursos;
    • Identifica o custo de cada atividade em relação aos custos totais da entidade;
    • Pode ser empregado em diversos tipos de empresas (industriais, comerciais, de serviços, com ou sem fins lucrativos);
    • Pode, ou não, ser um sistema paralelo ao sistema de contabilidade;
    • Pode fornecer subsdios para gestão econmica, custo de oportunidade e custo de reposição; e
    • Possibilita a eliminação ou redução das atividades que não agregam valor ao produto.

    Desvantagens

    • Gastos elevados para implantação;
    • Alto nvel de controles internos a serem implantados e avaliados;
    • Necessidade de revisão constante;
    • Leva em consideração muitos dados;
    • Informações de difcil extração;
    • Dificuldade de envolvimento e comprometimento dos empregados da empresa;
    • Necessidade de reorganização da empresa antes de sua implantação;
    • Dificuldade na integração das informações entre departamentos;
    • Falta de pessoal competente, qualificado e experiente para implantação e acompanhamento;
    • Necessidade de formulação de procedimentos padrões
    • Maior preocupação em gerar informações estratégicas do que em usá-las

    SISTEMA DE CUSTEIO PARA GESTãO DE PROJETOS

    Para o PMI um projeto consiste num esforço temporário empreendido com um objetivo pré-estabelecido, definido e claro, seja criar um novo produto, serviço, processo. Tem incio, meio e fim bem definidos, duração e recursos limitados, numa seqncia de atividades relacionadas.

    Entendemos que como projetos possuem atividades e orçamentos bem definidos e uma equipe dedicada em perodo integral ou parcial, porém comprometida, o custeio ABC seria a metodologia mais adequada para elaboração e controle de projetos. Pois as desvantagens de difcil comprometimento da organização e dificuldade em obtenção dos dados são mitigadas.

    Como os recursos para execução de um projeto são escassos e os mesmos devem ser finalizados dentro do cronograma e dentro dos custos, o mesmo deve ser controlado de forma detalhada, analisando todas as atividades envolvidas, gerando relatrios gerenciais mais confiáveis que podem informar se um projeto irá estourar o orçamento ou não.

    PMBOK aponta como sadas do processo de gerenciamento de custos, os seguintes itens:

    • Controlar os fatores que criam mudanças na linha de base dos custos
    • Garantir que houve um acordo em relação s mudanças solicitadas
    • Monitorar as mudanças reais quando e conforme ocorrem
    • Garantir que os possveis estouros nos custos não ultrapassam o financiamento autorizado periodicamente e no total para o projeto
    • Monitorar o desempenho de custos para detectar e compreender as variações em relação linha de base dos custos
    • Registrar exatamente todas as mudanças adequadas em relação linha de base dos custos
    • Evitar que mudanças incorretas, inadequadas ou não aprovadas sejam includas nos custos relatados ou na utilização de recursos
    • Informar as partes interessadas adequadas sobre as mudanças aprovadas
    • Agir para manter os estouros nos custos esperados dentro dos limites aceitáveis.

    PMBOK também recomenda técnicas de controle de custos como: Valor Agregado, Valor Planejado, Custo Real, Estimativa de Término, Variação de Custos, Variação de Prazos, ndice de Desempenho, . Estas técnicas são baseadas nos custos de cada atividade do projeto para determinar se o mesmo será finalizado dentro do prazo e do orçamento.

    Esta figura exibe dos dados de Valor Agregado cumulativo de um projeto que

    esta acima do orçamento e atrasado em relação ao plano de trabalho.

    PMBOK diz, A técnica do valor agregado em suas várias formas é um método de medição de desempenho comumente usado. Ela integra as medidas de cronograma, custos (ou recursos) e escopo do projeto para ajudar a equipe de gerenciamento de projetos a avaliar o desempenho do projeto.

    Estas técnicas são muito similares ao custeio ABC, pois são necessárias as informações de cada atividade do projeto para se obter as informações gerenciais relevantes ao projeto.

    Com o custeio ABC o gerente de projetos poderá analisar em qual (is) atividade(s) o projeto está falhando e assim propor através de ferramentas de qualidade tais como Lean Six Sigma, PDCA, etc para otimizar o processo/atividade em questão e devolver a lucratividade do projeto e mante-lo dentro do cronograma.

    BIBLIOGRAFIA

    • BRUNI, André L., FAMá Rubens. Gestão de Custos e Formação de Preços. São Paulo: Atlas, 2002.
    • CHING, Hong T. Gestão baseada em Custeio por Atividade. São Paulo:Atlas, 1995.
    • FIGUEIREDO, Sandra, CAGGIANO, Paulo Cesar. Controladoria. São Paulo: Atlas, 2006.
    • MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo: Atlas, 2006.
    • NAKAGAWA, Masayuki. Gestão Estratégica de Custos. São Paulo: Atlas, 1991.
    • PMI - Project Management Institute, PMBOK, Um guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos - Terceira Edição (Guia PMBOK), PMI - Project Management Institute, 2004.
    • http://www.administradores.com.br/artigos/custeio_direto_e_custeio_por_absorcao_uma_abordagem_analitica/20172/

    Exerccio sobre os Vdeos

    Vdeo 1

    1. O que as empresas brasileiras fazem em termos de cálculo do custo de seus produtos?
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      Existe um software especfico para formação de preço, para atender as necessidades de muitas empresas.

      Empresas internacionais no Brasil utilizam a prática de custeio por absorção. Essa prática significa incorporar no produto todos os custos diretos, indiretos, fixos e variáveis. Utiliza os critérios de rateio, distribuição de custos. Esta prática é muito usada na maioria das empresas do Brasil, pases da Europa, Japão, Austrália e Estados Unidos.

      1. Esses procedimentos são os mais adequados do ponto de vista terico? Justifique.

      Não são adequados no ponto de vista terico gerencial. Nos livros, palestras e discussões se orienta a fazer por método de margem de contribuição, mas na prática se faz por absorção. é uma prática cultura que deixa uma enorme distncia entre o que a teoria orienta e o que se faz na prática.

      1. Voc acredita que agora que as empresas estão preocupadas com competitividade, elas devem se guiar exclusivamente por preços de mercado e esquecer cálculos de formação de preços de venda de seus produtos?

      Depende da empresa, pode se adotar um dos dois. Onde existe competitividade, muitos produtos semelhantes, é melhor formar pelo preço de mercado. Empresa que produz um produto ou serviço diferenciado, exclusivo, deve adotar a formação de preço de venda do mesmo.

      1. O que as empresas fazem na prática em termos de cálculo e decisão de preços de venda dos produtos?

      Conforme explicação da resposta anterior ,depende, utiliza a partir de parmetros de mercado ou fazendo seu prprio preço, com uma estrutura de custos e desejos de sustentabilidade.

      Vdeo 2

      1. Quais são as armadilhas mais comuns em termos de cálculo e decisão de preços de venda dos produtos?
      1. Elasticidade Preço de um produto ou linha de produtos é determinada pela variação percentual entre o aumento ou diminuição do preço e a correspondente reação s quantidades absorvidas pelo mercado.
      2. Atuação da Concorrncia determina o poder de retaliação dos nossos concorrentes s nossas estratégias de preço. A sua medição é diária, pois as informações estão disponveis durante as negociações com clientes e consumidores. Por isso é fundamental a empresa estabelecer estratégias de diferenciação perante a concorrncia e que representem e sejam reconhecidas em seu valor pelos clientes e consumidores.
      3. Preço Nominal x Valor Relativo é percebido pelo cliente ou usuário frente ao impacto financeiro do que está sendo adquirido perante os benefcios auferidos. O mesmo produto ou mercadoria, com o mesmo preço nominal, tem impacto diferente em relação ao usuário. Por exemplo: Um insumo industrial pode representar 5% ou 20% do custo total de um determinado produto. Esta diferença de representatividade faz com que, no segundo caso, exista uma sensibilidade ao preço maior que no primeiro caso.
      4. Preço Nominal x Custo de Aquisição é a diferença entre o valor pago pelo produto e os custos inerentes a obtenção do produto, tais como fretes, instalações, treinamento adicional, quantidades mnimas de compra, etc.
      5. Poder de Negociação com Fornecedores é a capacidade que a empresa tem de manter seus custos de aquisição nos mesmos nveis que os demais competidores.
      6. Poder de Negociação com Clientes é a capacidade que a empresa tem de gerar dependncia dos clientes, por oferta exclusiva, mix de produtos, capacidade de financiamento, etc.
      7. Ciclo de Vida dos Produtos é perspectiva futura que o produto ou linha de produtos tem de geração de caixa. Os produtos devem ter seus preços fixados conforme seu estágio no ciclo de vida, Criança (lançamento), Estrela (sucesso), vaca leiteira (estabilizado) ou abacaxi (em liquidação). Nos caso dos insumos industriais é importante avaliar o ciclo de vida dos produtos onde o nosso produto está sendo utilizado.
      1. Qual o segredo de praticar um preço de venda competitivo?

      Na montagem do Preço de Venda de produtos e serviços é preciso ter em mãos todos os dados estatsticos dos gastos da empresa para ser possvel calcular qualquer preço dentro de conceitos técnicos e confiáveis.

      Através dos preços de lista ou praticados é possvel calcular o ponto de equilbrio da empresa, tanto financeiro quanto por unidades vendidas. Conhecendo o ponto de equilbrio, poderemos montar estratégias de vendas mais realistas, sempre visando a lucratividade do negcio.

      A estratégia de vendas é a grande arma de qualquer negcio, e ela s terá sucesso se o todo o conhecimento dos custos e preços for fundamentado em análises e simulações confiáveis.

      1. Qual a novidade do sistema de preços e custos baseados em margem de contribuição por hora?

      Todos aqueles que gerenciam suas empresas com responsabilidade e competncia sabem da importncia da contabilidade como fonte geradora de informações e dados relevantes para a tomada de decisões. Sendo assim, uma das ferramentas mais valiosas fornecidas pela contabilidade de custos e nem sempre utilizada ou aplicada corretamente é a MARGEM DE CONTRIBUIçãO, ou seja, o resultado de uma empresa, negcio, operação, linha de produtos ou um nico produto, aps a dedução dos respectivos custos e despesas variáveis, exclusivamente.

      1. Quais os critérios e dificuldades para utilização da contribuição horária?

      Possveis avaliações incompletas que podem conduzir tomada de decisões equivocadas quando ela é aplicada sem um conhecimento mais profundo do negcio. Antes da tomada de decisão para implantação de um sistema que contemple isso, sejam procedidas projeções e cálculos comparativos e analisadas todas as caractersticas e variáveis (inclusive trabalhistas) especficas de cada empresa, especialmente em relação a: mercado de atuação, linhas de produtos, planos de ganhos em vigor, forma de vnculo dos vendedores ou representantes, incentivos vigentes e as práticas gerenciais de vendas.

      Pelo exposto, é preciso estar atento ao comportamento do processo produtivo, identificando os "gargalos" de produção e conhecendo os tempos requeridos em cada processo. A MCh pode ser mais um valioso instrumento auxiliar na busca da agregação de valor efetivo ao seu negcio.

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