Este presente trabalho

IMPORTÂNCIA DA TEORIA GERAL PARA A CONJUNTURA ECONÔMICA ATUAL

Introdução

Este presente trabalho tem como objetivo a contextualização da Teoria Geral de John Maynard Keynes, bem como apresentação dos agentes que atuam na economia. Este economista surgiu em meio a eclosão de uma grande crise que desencadeou depressões e recessões em diversos países, a teoria predominante na época era a clássica e esta não dava mais conta de explicar o que estava acontecendo na economia, assim sendo Keynes cria sua teoria geral baseada no empirismo e consegue explicar o que ocorria no capitalismo da época. Este artigo irá apresentar as definições de Keynes quanto ao mercado de trabalho, renda, poupança, investimento, taxas de juros e o mais importante que é a intervenção do governo na economia e seu papel, pois Keynes dizia que a grande solução do sistema capitalista é o governo e ao contrário do clássico ele não só aceita como define de grande importância o controle estatal econômico, já que o capitalismo é inerente as crises, ou seja, essas crises são cíclicas e sempre existirão no sistema já que o capitalismo opera de acordo com as expectativas dos empresário e terão momentos de avanço como de retrocesso. Será apresentado também a importância desta teoria na conjuntura econômica atual. Como pode influenciar e servir de base em uma melhor administração publica. Pois não é possível que se saiba como operar a economia sem que haja um precedente histórico, por estes e outros motivos Keynes é considerado até hoje e sempre que há crises mais do que nunca ele é revivido e estudado para que se entenda o processo. A partir de estudos á possível fazer uma analise desta influencia Keynesiana e sua importância.

"... as ideias dos economistas e dos filósofos políticos, tanto quando estão certos como quando estão errados, são muito mais poderosas do que normalmente se imagina. Na verdade, o mundo é governado quase que exclusivamente por elas. Homens práticos,que se julgam imunes a quaisquer influências intelectuais, geralmente são escravos de algum economista já falecido." John Maynard Keynes

Contextualização da teoria geral

Até a crise de 1929 o assunto do desemprego não era preocupação para os economistas clássicos que eram os teóricos predominantes da época, eles acreditavam que poderia haver desemprego mas que este era temporário, que logo o mercado se ajustaria entrando em equilíbrio e atingindo o pleno emprego novamente. Por esta razão não havia necessidade de intervenção governamental, a teoria clássica era baseada na lei de Say que defendia a idéia da oferta gerando a demanda. De maneira que a oferta seria igual a demanda, ao pleno emprego e assim não era possível a existência de crises no sistema capitalista.

Com a depressão de 1930, houve um declínio da economia mundial, com grande numero de pessoas desempregadas e empresas indo a falência, pois o consumo, a renda e os investimentos recuaram devido a esse grande numero de desempregados. A teoria clássica já não conseguia mais explicar o funcionamento da economia, dentro deste contexto surge Keynes e formula sua teoria geral para explicar os fatos que estavam ocorrendo, baseado no emprismo. Keynes não só admitia como também dizia que era necessária a intervenção do governo na economia além de defender a idéia de desemprego involuntário que não era aceita pelos clássicos. Para Keynes o mercado por si só não daria conta de levar a economia ao pleno emprego, ele diz que é possível ocorrer o equilíbrio em um nível de um desemprego, para ele a causa deste desemprego é a insuficiência de demanda, ou seja, gastos menores em serviços e bens de consumo e que para acabar ou diminuir esta taxa de desemprego é necessário aumentar os gastos governamentais aumentando a demanda agregada.

A teoria keynesiana afirma que a demanda agregada determina a oferta agregada contrapondo a lei de Say, o equilíbrio entre a demanda e a oferta geralmente ocorre no ponto abaixo do nível do pleno emprego, ou seja, a economia está em equilíbrio, porém, com desemprego e produção com capacidade ociosa, para que haja equilíbrio com pleno emprego a demanda terá que ser sempre igual a oferta o que para Keynes nem sempre acontece. Keynes determina demanda agregada como o resultado da soma de gastos com consumo que são os gastos com bens e serviços, vestuário, alimentação e etc.; investimentos como compras de equipamentos, máquinas e etc.; os gastos do governo que são os gastos com pagamentos de funcionários e na compra de bens e serviços e mais as exportações que são as vendas de bens e serviços para o exterior. De outro lado há também a oferta agregada que nada mais é do que todos os produtos disponíveis para venda no mercado interno mais as importações.

Keynes também determina o termo demanda efetiva que seria a maximização do lucro dos empresários, o custo de fatores mais lucro que resulta do volume de emprego e o produto total deste nível de emprego, de tal forma que o volume de emprego depende da expectativa do empresário, do quanto ele pretende receber como receita do produto dado pelo nível de emprego, então se o empresário tem uma expectativa de ter uma receita alta ele emprega mais assim como se ele esperar que sua receita seja baixa ele irá empregar menos. Estes empresários sempre irão tentar maximizar sua receita de forma que seja distante a diferença entre os custos de produção e sua receita, então Keynes define demanda efetiva o ponto de interseção entre a curva de demanda agregada e oferta agregada e é neste ponto que está determinado o nível de emprego.

Determinação da renda de equilíbrio

Se a renda agregada fosse totalmente utilizada com o consumo a demanda efetiva estaria entrando em equilíbrio em nível de pleno emprego, se igualando a este mais Keynes diz que isto não ocorre de fato e como conseqüências têm-se o desemprego de assalariados, a não ser que haja investimento até que entre em equilíbrio com a demanda efetiva, mas a demanda de trabalho é instável, ou seja, os empresários somente irão investir quando as expectativas de lucros forem superiores as taxas de juros no momento e este lucro Keynes denomina de “eficiência marginal do capital” e como esta eficiência dependem ora do otimismo ora do pessimismo do empresário na economia sempre terá escassez de oportunidades de investimentos, equilíbrio de mercado porém, com desemprego quando a demanda efetiva não for suficiente para suprir as necessidades de mercado até atingir o pleno emprego.

Toda produção da economia tem como objetivo satisfazer as necessidades do consumidor de forma que os empresários produzirão mais ou menos dependendo de suas previsões quanto a demanda destes consumidores essas expectativas dos empresários podem ser de curto prazo e de longo prazo, a de curto prazo corresponde a transformação de fatores de produção a produtos acabados e os de longo prazo correspondem a aquisição destes produtos acabados para incrementar ao equipamento e capital. Desta forma mudanças nas expectativas dos empresários somente irão alterar os níveis de emprego

Segundo Keynes o que determina investimento de capital fixo e a produção é a realização de bens e serviços onde a renda tem origem da venda dos produtos e para isso é necessário que haja produção. Esta renda em parte é gasta com consumo e outra é poupada e esta poupança pode ser entesourada ou ser investida para gerar novas riquezas, o nível de renda de uma economia se dá pelo nível de investimento e a propensão a consumir da população, que é o total de gastos da sociedade. As decisões tomadas pela sociedade de investir e poupar são independentes, pois a poupança depende da renda e esta renda depende do investimento, portanto a poupança aumentará quando maior a renda e diminuirá quanto menor a renda. Para Keynes a taxa de juros influencia nos investimentos tanto no curto como no longo prazo porém, não a vê como a mais importante variável

A taxa de juros é o fator que equilibra a demanda de poupança e oferta de investimento e a oferta de poupança, esta poupança depende da propensão a consumir da sociedade e da recompensa que o indivíduo terá por adiar o consumo imediato. Keynes determina dois tipos de taxa de juros, a taxa natural que tem efeito neutro sobre os preços de bens e serviços de forma que esta taxa determina uma igualdade entre investimento e poupança e a taxa de mercado que é a junção de juros no curto prazo e no longo prazo. Keynes supõe que sempre que a taxa de mercado for maior que a taxa natural a sociedade se sentirá estimulada a poupar de forma que os investimentos vão recuar e este desequilíbrio terá como conseqüência uma redução dos preços. O comportamento dos juros de mercado são determinados pelas expectativas deste mercado, se for uma expectativa baixa essa taxa de juros irá se elevar a não ser que haja um aumento da oferta de crédito no mercado, para suprir as altas taxas de poupança, Keynes ainda complementa a determinação da taxa de juros diferenciando a circulação industrial que depende da taxa nominal e financeira que depende das taxas de poupança

Para definir o nível de emprego Keynes procura criar uma teoria que seja contrária a dos clássicos que diziam que o emprego era determinado no mercado de trabalho e que dependia do nível de salários reais maior que a produtividade marginal do trabalho daí ele teoriza a demanda efetiva onde o emprego depende da expectativa dos empresários com relação ao lucro sobre a produção, fez uma análise a partir da demanda e oferta agregada, quando a demanda agregada é maior que a oferta agregada há um estímulo para um aumento do nível de emprego, ou seja, os empresários empregam mais e quando a demanda é inferior a oferta agregada o nível de emprego recua, os empresários empregam menos de forma que a produtividade também recua. Quando o nível de emprego se encontra no ponto de interseção da função de oferta e demanda agregada é o que Keynes denominou de demanda efetiva (o mercado está em equilíbrio mais com desemprego).

Para Keynes ao contrario dos clássicos os trabalhadores não têm condições de determinar os níveis de salários reais e ainda determinar o nível de emprego eles só tem condições de determinar o quanto querem trabalhar com o nível de salário portanto somente tem poder de definir a oferta de mão-de-obra. Desta forma o salário nada mais é do que um instrumento para ser trocado por outros bens e que dependem no nível de produção e demanda dos consumidores pelos bens e serviços, Keynes diz que dado o nível de salário nominal há vários outros níveis de salário real correspondente e a partir daí surgem funções de oferta de mão-de-obra distintas. O que contradiz a teoria clássica da de Keynes é que este não considera sempre uma igualdade entre nível de desemprego e salários reais, o que determina esse nível de salário é a incerteza do futuro que são as expectativas dos empresários e a demanda agregada da sociedade.

Keynes define a renda do empresário como a diferença entre o valor da produção e o custo, este é o lucro bruto do empresário que tenta maximizar seu lucro tentando aumentar cada vez mais a diferença entre os custos da produção e do valor da mesma. Já a poupança nada mais é do que o restante da renda retirado o consumo. O valor da produção é igual ao consumo mais investimento, desta forma a poupança é igual ao consumo.

Dentro do âmbito da economia monetária Keynes vê a funcionalidade do da moeda como um meio de troca e reserva de valor, sendo esta a mais importante, pois constituem a poupança, aplicações, entre outros, esta função de reserva de valor causa uma valorização do dinheiro e é isto que capacita os recursos para ter capital que será disponibilizado para obtenção de empréstimos e esses empréstimos ao ser obtido pelo empresário é utilizado como investimento na produção que gera mais empregos, quando a produção aumenta acaba aumentando o numero de pessoas empregadas que acaba aumentando o número de consumidores de forma que o governo vai estimular cada vez mais o investimento.

Keynes define três situações para a demanda de moeda, como saldo monetário (meio de pagamento), como meio de precaução para situações inesperadas, e como especulação de mercado dependendo dos preços de mercado.

Para determinar o valor da renda de equilíbrio em uma economia em que o governo é um agente ativo ,ou seja, intervém na economia, Keynes analisa três pressupostos, como os gastos do governo que alteram a demanda agregada; a arrecadação de impostos que alteram o valor de renda disponível e que é diferente da nacional e o consumo privado que passa a ser função da renda disponível e não mais da renda nacional. Neste tipo de economia onde o governo tem participação a renda nacional passa a ser destinada ao pagamento de impostos, poupança e consumo enquanto que, o que é produzido é destinado ao consumo privado, investimentos das empresas e compras de governos, portanto a renda de equilíbrio é a equação ( consumo + poupança + impostos = consumo + investimentos + gastos do governo ) desta forma a renda disponível seria a renda nacional descontada os impostos.

O maior objetivo dos governos e das medidas políticas é atingir a renda de pleno emprego que é o nível em que todos os fatores de produção estão empregados, por várias razões o nível corrente da renda por estar abaixo ou mesmo acima do nível de renda de pleno emprego, que se deve a dois conceitos importantes como o hiato deflacionário que é quando parte dos recursos produtivos estão desempregados, e ocorre por demanda insuficiente e para atingir o nível de pleno emprego é necessário estimular a demanda agregada que segundo Keynes se dá por medida fiscal do governo como aumento dos gastos governamentais ou redução de impostos. E ainda o hiato inflacionário que é quando a demanda esta extrapolando a oferta agregada máxima da economia e este situação pode elevar a taxa inflacionária bem como causar instabilidades econômicas e segundo Keynes para que haja um controle desta situação também é necessária a execução de políticas fiscais como redução dos gastos governamentais e aumento da taxa de imposto.

Para os Keynesianos alterações dos níveis de preços irão alterar os rendimentos dos fatores de produção, variação na quantidade produzida e em mudanças do montante de poupança e quantidade monetária de investimento, ou seja, níveis de preços irão influenciar nos fatores monetários (oferta de moeda), nos investimentos e nos fatores industriais (quantidade produzida). No mercado de crédito o nível de emprego e o pagamento aos fatores de produção crescem na mesma proporção a não ser por questões temporais, no setor de bens de consumo também crescem na mesma proporção, o aumento dos preços causa um aumento nos lucros que estimula as empresas a produzirem mais bens de capital e de consumo, Keynes denomina de processo cumulativo o aumento no setor de bens de capital que estimula a produção no setor de bens de consumo que gera um ciclo e assim acaba aumentando o valor do emprego.

Para Keynes era de extrema importância a intervenção governamental na economia, desde que o governo fosse comandado por homens inteligentes e que atuassem para o bem comum, para ele o estado era a salvação do capitalismo sempre que este estivesse em retrocesso, neste caso era somente o estado investir mais para preencher a lacuna do investimento privado. Se os investimentos realizados pelo governo fossem planejados a fim de empregar os recursos de produção ociosos os déficits orçamentários não seriam problema para a economia segundo o efeito do multiplicador que nada mais é do que uma fórmula matemática que permite um cálculo mais preciso dos efeitos dos investimentos.

A respeito da inflação Keynes dizia que não era de grande problema, pois quando a inflação se manifestasse somente causaria um aumento dos preços então era só o governo elevar os impostos reduzindo a liquidez da economia para que fosse possível chegar ao equilíbrio. Outra alternativa era manter impostos sobre a renda da classe alta, pois a propensão a consumir destes é muito baixa, é menor do que a propensão a poupar e neste caso a poupança tem efeito negativo na economia, pois quando a poupança se torna maior que o consumo há um retrocesso desta, além da redução da taxa de juros que seria outra saída para o estímulo ao consumo e investimento o que reduziria a taxa de poupança

Importância do legado Keynesiano e aplicabilidade a conjuntura econômica atual Como visto, Keynes fez analises de todos os componentes da economia, analisado e estudando desde o mercado de trabalho,renda,poupança,investimento,taxa de juros, níveis de preços, oferta, demanda, produção e principalmente a importância da intervenção do estado na economia, para que esta opere em equilíbrio. A partir de então vamos analisar qual a importância da teoria de Keynes para economia atual em que ela colabora para uma melhor compreensão e administração da economia.

Desde a década de 1930 a economia tem passado por crises, que segundo Keynes são inerentes ao sistema capitalista e por isso são cíclicas, o Brasil não é ao contrário também tem passado por crises e sempre que estas se manifestam tanto o Brasil quanto as outras nações relembram de Keynes e suas teorias, por isso dizem que ele apesar de ter escrito na década de trinta é super atual, pois suas conclusões dos agentes econômicos ainda tem força na economia atual, claro que existem alguns fatores que não existiam na época de Keynes e por isso nem toda sua teoria satisfaz às necessidades dos governos de abolir crises porém, a base do sistema foi analisada pelo economista e por isso serve de grande ajuda para encontrar a solução dessas recessões que acontecem. No caso do Brasil um grande exemplo da aplicabilidade das teorias de Keynes foi o Plano Real que deixou como legado na economia brasileira o controle do processo inflacionário e um desequilíbrio na taxa de cambio gerando restrições econômicas e uma fragilidade no mercado externo devido ao grande aumento da dívida pública.

Diante deste contexto de instabilidade econômica e ineficiência fiscal devido as altas taxas de juros e a desvalorização do câmbio, o efeito das políticas restringiam o crescimento econômico, se utilizando dos preços, do mercado de crédito, da taxa de juros, além de reduzir as expectativas dos empresários e aumento da dívida pública, visto isso e tendo como base a teoria Keynesiana pode-se dizer que o ponto central de uma política econômica eficiente é a que leva a um crescimento compatível com equilíbrio fiscal e sem pressão no nível de preços. No ano de 1990 a abertura do comércio externo brasileiro tornou a economia dependente de insumos importados de forma que qualquer expansão industrial pressiona as importações provocando uma elevação nos preços dos produtos nacionais. Com este contexto da economia brasileira é possível fazer uma analise comparativa às idéias de Keynes no que diz respeito a intervenção do estado na economia que pode elevar ou diminuir o nível de desemprego e diminuir a desigualdade de renda e riqueza do país e segundo Keynes para que o governo consiga fazer isto ele deve por em prática a política fiscal a fim de expandir a demanda efetiva, exercer uma política monetária para que assim dinamize os níveis de consumo e investimento, manipular o mercado financeiro, e operacionalizar uma política industrial.

O plano real que foi criado e executado no Brasil teve como caracterização a abertura do mercado interno, mobilidade de capitais, privatizações, inovações no âmbito tecnológico e também limitação da política de Keynes no campo macroeconômico. Houve um aumento muito grande da taxa de inflação do país que foi decorrente do desequilíbrio de contas públicas então a inflação brasileira foi decorrente dos déficits das contas públicas, por isso o plano real para manter o preço mais estável o governo se dispôs de políticas fiscais e monetárias e estas políticas foram realizadas em etapas que foram o reajuste fiscal de curto prazo, o ajustamento dos preços e uma reforma monetária que foi a criação do Real como única moeda brasileira a fim de valorizar o câmbio. Como resultado deste plano houve uma queda rápida da inflação que gerou um aumento do consumo que expandiu atividade econômica de curto prazo isto acabou elevando a taxa de juros e como conseqüência a liberalização financeira, uma maior flexibilidade cambial. Surge então uma desvalorização cambial.

No caso do Brasil o governo deve reverter as restrições econômicas bem como a fiscal e a externa e ter como prioridade a redução da dependência de capitais estrangeiros. Assim é importante que o governo construa políticas tributárias que estimulem exportações, administrar a taxa de cambio para que as especulações reduzam, estimular o setor industrial a fim de este possa absorver as inovações tecnológicas e estrutural do mercado externo assim também gera um atrativo aos investidores internacionais, o governo deve também exercer políticas comerciais para favorecer o mercado nacional em vista com o mercado externo, fortalecer alianças comerciais e financeiras com países parceiros. Como se sabe que o cambio desvalorizado causa melhorias no saldo da balança comercial o que diminui a dependência de mercados internacionais mas que isto causa um aumento na inflação, por isso para que a economia brasileira não seja tão frágil no mercado externo é necessário uma política comercial mais dinâmica e uma reforma na industria para elevar as exportações.

No setor público é de grande importância o equilíbrio de forma que é essencial o controle fiscal da União, Municípios e Estados adotando medidas que dificultem a sonegação fiscal, realizar reformas nas questões previdenciárias e como principal quesito tomar atitudes que aumentem o prazo da dívida pública reduzindo a taxa de juros a curto prazo de forma que no curto prazo se pagariam mais impostos e no longo prazo se pagariam menos impostos desta forma aumentaria os ganhos e a rentabilidade financeira, com uma taxa de juros menos a preferência de liquidez dos agentes econômicos seria alterada. Essas políticas governamentais são as baseadas nas teorias de Keynes e têm grande aplicabilidade na economia atual, e não podem ir contra as políticas fiscais,monetárias,cambial e comercial a fim de estabilizar o nível de preços e expansão de demanda efetiva, vendo isto chega-se a conclusão de que o país não necessita de metas de inflação como sustentava o plano real mais o país precisa da metas de crescimento econômico.

Passados alguns anos após o Plano Real viu que este deixou um legado de contração da inflação mas também desequilíbrio fiscal e do mercado externo e como medidas políticas aplicadas no Brasil teve como base o câmbio no primeiro momento e teve como resultado uma valorização da taca de câmbio e monetária, logo a livre concorrência comercial e financeira que levou a dependência da economia externa. Conclui-se então que metas para inflação não é tão eficaz e não eleva o crescimento e desenvolvimento econômico.

Além de todas estas contribuições Keynes ainda disponibiliza subsídios para analise de questões como desemprego tecnológico mesmo que em sua época não tenha considerado essas questões. Verifica-se nos dias atuais que a burocracia tem tornado lenta e muitas vezes ineficaz as políticas públicas, num contexto global que hoje em dia se encontra o mundo acaba atingindo o modo da administração pública dos países, pois este estado acaba exigindo maior eficácia, rapidez e responsabilidade da forma de gerir a sociedade. Existe sempre a discussão de reforma do Estado, pois neste mundo globalizado onde há tantas mudanças é necessário que também ocorra mudanças na constituição do estado para que possa acompanhar a globalização, esta discussão de melhor administração do bem público vem da tempos desde de Keynes que também teve de enfrentar essas mudanças quando começaram os primeiros movimentos de globalização, apesar de ser uma discussão antiga esta continua sendo de grande importância para conjuntura econômica atual.

No Brasil a questão de desequilíbrio que tem mais peso é a miséria e a má distribuição de renda, saber qual é o quesito de maior influencia para causar desequilíbrios e frear o desenvolvimento de países é extremamente importante para que se possa desenvolver uma reforma no estado e segundo os postulados de Keynes esta reforma do estado não deve ser simplesmente na questão de intervenção na economia mas também na questão da realização da democracia que inclui além o sistema político, equilíbrio econômico, desenvolvimento, desigualdades sociais, todos esses quesitos foram previstos por Keynes.

Conclusão

Este trabalho foi de grande importância para mostrar que o pensamento Keynesiano tem grande influencia na administração pública da economia atual, é a partir dele que surge a idéia de intervenção do estado na economia e sua eficácia nas políticas fiscais e monetárias, bem como na influência da determinação da taxa de juros que acaba acarretando em alterações nos níveis de desemprego e de produção. Muitos dos planos e medidas tomadas para estabilizar crises e desequilíbrios tiveram como base a teoria geral de Keynes. É necessário ter base em escritos históricos que por mais que sejam ultrapassados possuem as mesas bases e atuação dos mesmos agentes econômicos.

A inovação é aprendida em conjunto com a metodologia, em um período longo de tempo distinguindo curto e longo prazo é através do método de Keynes, como a economia tem inerentes ao seu sistema os ciclos de crises e tempos de avanço e recessão para compreender esta conjuntura é só ir juntando os fatos históricos, as teorias e as implicações e a partir disto a teoria keynesiana teve forte peso nos planos brasileiros para enfrentar as crises e mesmo até para criar planos de desenvolvimento.

Please be aware that the free essay that you were just reading was not written by us. This essay, and all of the others available to view on the website, were provided to us by students in exchange for services that we offer. This relationship helps our students to get an even better deal while also contributing to the biggest free essay resource in the UK!