Logistica reversa & Operador Logistico

Projeto Integralizado Multidisciplinar III - Logistica reversa & Operador Logístico

Abstract

1. Introdução

A logística sempre fora vista como a vilã dos lucros para as corporações, sem quaisquer motivos para agregar valor a seus produtos, fato que esta mudando o cenário das corporações ao terceirizar este tipo de prestação de serviços com especialistas (Operadores Logísticos).

Grandes operadores na área de logística investem em sistemas de informações e tecnologias, melhorando os resultados na realização do trabalho, tais como: armazenagem correta, rapidez nas informações, processos cada vez mais eficazes, prazo reduzido de entregas, custos reduzidos, flexibilidade nos processos, soluções logísticas customizadas e aumento da competitividade entre as corporações.

Os operadores especialistas em fluxos de armazenagens e informações, devem estar preparados para as oscilações de fluxos, ora priorizando os da cadeia de suprimentos, ora os da logística reversa.

2. História da Logística[3]

Segundo Neves (2005), a origem da palavra logística vem do grego “LOGISTIKOS”, do qual o latim “LOGISTICUS” é derivado, ambos significando cálculo e raciocínio no sentido matemático. No Brasil, a história da Logística é ainda muito recente, e também em Neves (2005) destacam-se os seguintes fatos históricos:

ANOS 70

Desconhecimento do termo e da abrangência da logística;

Informática ainda era um mistério e de domínio restrito;

Iniciativas no setor automobilístico, principalmente nos setores de movimentação e armazenagem de peças e componentes em função da complexidade de um automóvel que envolvia mais de 20.000 diferentes SKUs (stock keep unit - menor unidade de estoque);

Fora do segmento automobilístico, o setor de energia elétrica definia normas para embalagem, armazenagem e transporte de materiais;

Em 1977 são criadas a ABAM - Associação Brasileira de Administração de Materiais e a ABMM - Associação Brasileira de Movimentação de Materiais, que não se relacionavam e nada tinham de sinérgico;

Em 1979 é criado o IMAM - Instituto de Movimentação e Armazenagem de Materiais;

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ANOS 80

Em 1980 surge o primeiro grupo de Estudos de Logística, criando as primeiras definições e diretrizes para diferenciar Transportes de Distribuição da Logística;

Em 1982 é trazido do Japão um sistema logístico que integrava as técnicas de Just in Time (JIT) e o KANBAN, desenvolvidos pela Toyota;

Em 1984 é criado o primeiro Grupo de Benchmarking em Logística no Brasil;

Em 1984 a ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados cria um departamento de logística para discutir e analisar as relações entre Fornecedores e Supermercados;

É criado o Palete Padrão Brasileiro, conhecido como PBR e o projeto do Veículo Urbano de Carga;

Em 1988 é criada a ASLOG - Associação Brasileira de Logística;

Instalação do primeiro Operador Logístico no Brasil (Brasildock's)

ANOS 90

Estabilização da economia a partir de 1994 com o Plano Real e foco na administração dos custos;

Evolução da microinformática e da Tecnologia de Informação, com o desenvolvimento de software para o gerenciamento de armazéns como o WMS -Warehouse Management System, códigos de barras e sistemas para Roteirização de Entregas;

Entrada de 06 novos operadores logísticos internacionais (Ryder, Danzas, Penske, TNT, McLane, Exel) e desenvolvimento de mais de 50 empresas nacionais;

Novas metodologias e técnicas são introduzidas: Enterprise Resource Planning (ERP), Eficient Consumer Response (ECR), Eletronic Data Interchange (EDI );

Privatização de rodovias, portos, telecomunicações, ferrovias e terminais de Contêineres;

Investimentos em monitoramento de cargas Ascensão do e-commerce

3. Logística Reversa - Conceitos e tendências.

Encontram-se muitas definições e citações de logística reversa e elas revelam que o conceito ainda está em evolução, devido a grandes interesses empresariais e por pesquisadores na área, nos últimos tempos, destacando-se.

Em CLM (1993: 323):

Logística reversa é um amplo termo relacionado às habilidades e atividades envolvidas no gerenciamento de redução, movimentação e disposição de resíduos de produtos e embalagens...

Em Stock (1998:20):

Logística reversa: em uma perspectiva de logística de negócios, o termo refere-se ao papel da logística no retorno de produtos, redução na fonte, reciclagem, substituição de materiais reusa de materiais, disposição de resíduos, reforma reparação e remanufatura...

Em Rogers e Tibben-Lembke (1992:2), adaptado a definição de logística do Council of Logistics Management (CLM):

O processo de planejamento, implementação e controle da eficiência e custo efetivo do fluxo de matérias-primas, estoques em processo, produtos acabados e as informações correspondentes do ponto de consumo para o ponto de origem com o propósito de recapturar o valor ou destinar à apropriada disposição.

Fonte: LEITE, 2003.

Hoje em dia a definição de logistica tem uma amplitude de fluxos maior. Como sabemos as empresas incluíam a simples entrada das matérias-primas ou o fluxo de saída de produtos acabados em sua definição de logística. Hoje essa definição inclui todas as formas de movimentos de produtos e informações.

Porém além dos fluxos diretos considerados, a logística de hoje em dia engloba muitas coisas, podemos citar alguns exemplos entre outros, os fluxos de retorno de peças, produtos usados, reciclagem...

Por sua vez, Bowersox e Closs (2001: 51-52), apresentam a idéia de “apoio ao ciclo de vida” como um dos objetivos operacionais da logística moderna, referindo-se ao seu prolongamento além do fluxo direto dos materiais e à necessidade de considerar os fluxos reversos de produtos em geral.

O conceito apresentado por Leite, no artigo publicado na Revista Tecnologística de maio de 2002 entende-se a logística reversa como a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo no ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valores: econômicos, ecológicos, logístico...

Sendo então, a logística reversa, realizada por sistemas operacionais diferentes em cada categoria de fluxos reversos. Ao planejar as redes reversas e as suas informações e ao operacionalizar o fluxo desde a coleta dos bens de pós-consumo ou de pós-venda, por meio dos processamentos logísticos de consolidação, separação, até a reintegração ao ciclo.

Podemos observar que na figura 1, as áreas de atuação da logística reversa, que são tratadas independentemente até o momento e são diferenciadas pelo ciclo de vida útil do produto retornado. E essa distinção se faz necessária mesmo existindo inúmeras interdependências, pois o produto logístico e os canais de distribuição reversos por onde passam e possuem os objetivos estratégicos e as técnicas operacionais utilizadas em cada área de atuação necessitam ser distintos.

Denominaremos de logística reversa de pós-venda a específica área de atuação que se ocupa do equacionamento e operacionalização do fluxo físico e das informações logísticas correspondentes de bens de pós-venda, sem uso ou com pouco uso, os quais, por diferentes motivos, retornam aos diferentes elos da cadeia de distribuição direta, que se constituem de uma parte dos canais reversos pelos quais fluem esses produtos.

Seu objetivo estratégico é agregar valor a um produto logístico constituído por bens inservíveis ao proprietário original ou que ainda possuam condições de utilização, por produtos descartados pelo fato de terem atingido o fim de vida útil e por resíduos industriais. Esses produtos de pós-consumo poderão se originar de bens duráveis ou descartáveis e fluir por canais reversos de reuso, desmanche reciclagem até a destinação final.

É uma excelente e estratégica fonte que agrega valor às vendas e se define como a maximização do valor dos ativos que são subtraídos do fluxo tradicional.

A logistica verde e as leis ambientais pressionam as empresas a adotarem políticas de sustentabilidade, muitas empresas de vários segmentos já estão lançando no mercado produtos que em sua constituição possuam percentual de produtos reciclados.

A logística reversa de pós-venda deve, enfim, planejar, operar e controlar o fluxo de retorno dos produtos de pós-venda e também de pós consumo por diversos motivos e podemos catalogá-los em três setores: ‘garantia/qualidade', ‘comerciais' e ‘substituição de componentes'. E no pós consumo “condição de uso””fim de vida útil” e “resíduos industriais”.

1-‘garantia/qualidade' aquelas nas quais os produtos apresentam defeitos de fabricação ou de funcionamento (verdadeiro ou não), há avarias no produto ou na embalagem, etc.

2-‘comerciais' destacam-se a categoria de ‘estoques', caracterizada pelo retorno de produtos devido a erros de expedição, pontas de estoque...

3- ‘substituição de componentes' decorre da substituição de componentes de bens duráveis e semiduráveis em manutenção e consertos ao longo de sua vida útil '.

4. Operador Logístico

4.1. Denominação

O que vem a ser um operador logístico? O operador logístico é a empresa prestadora de serviços, especializada em gerenciar e executar todas ou parte das atividades logísticas, nas várias fases da cadeia de abastecimento de seus clientes, agregando valor aos produtos dos mesmos.

Para que uma empresa prestadora de serviços possa ser classificada como "operador logístico" a mesma deve no mínimo, prestar simultaneamente serviços nas três atividades básicas seguintes: controle de estoque, armazenagem, gestão de transportes.

O operador logístico pode contribuir para melhoria nos sistemas de transporte quando uma empresa necessita reduzir custos de transportes, produção, manutenção, consolidação, fracionamento de volume, carregamento e descarregamento, espaço físico, etc.

Mas também pode contribuir com o sistema de estocagem e manuseio, como espaço alugado: nenhum investimento físico custa mais baixo, flexibilidade de localização, e espaço arrendado: o transporte pode ser considerado como forma de estocagem associada a um movimento.

4.2. Prestador de Serviço x Operador Logístico

Segundo CHEROBIM (2002), a principal característica da contratação de operadores logísticos é a integração das atividades para a prestação de serviços, e não a simples terceirização, pois muitas delas já vinham sendo feitas de forma segmentada.

Apresentamos no Quadro 1 um comparativo entre as características dos prestadores de serviços tradicionais e os operadores logísticos.

Quadro 1 - Comparativo

FONTE: FLEURY et al ((2000 apud CHEROBIM, 2002, NOVAES (2001) e BOWERSOX (1990))

O número de operadores logísticos no Brasil tem crescido nos últimos anos. De 2001 a 2005, 26 novos operadores logísticos ingressaram no mercado, contribuindo para um CAGR (Compound Annual Growth Rate - Taxa de crescimento anual) do setor de 44% ao ano neste período.

Os dados comprovam que a tendência global de aumento da terceirização das atividades logísticas também está em curso no Brasil. Os operadores logísticos, comparando dados de 2004 com os do custo logístico total, teriam participação de cerca de 10% do total da logística no país:

Na avaliação de empresários do setor, o estudo do Coppead (Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração de Empresas da Universidade Federal do Rio de Janeiro) não contempla todas as empresas que poderiam ser classificadas como operadoras logísticas, uma vez que só entra na amostra quem preencheu o questionário enviado. Estima-se que atualmente existem cerca de 250 empresas.

Quadro 2 - Evolução da Receita e números de PSLs no Brasil

Fonte: CEL/COPPEAD

Dentre as principais barreiras para o desenvolvimento dos PSLs (Prestadores de Serviço Logístico), o alto valor e complexidade dos impostos e a precariedade da infra-estrutura brasileira foram as mais comentadas em pesquisa realizada pela Coppead:

Um ponto que foi mencionado como prejudicial ao desenvolvimento foi a falta de mão-de-obra especializada no nível gerencial.

Devido a globalização as indústrias foram obrigadas a investir em tecnologias em seus sites, e terceirizando os setores onde a produção não tinha importância, dando oportunidades de emprego a operadores logísticos.

4.3 - Fluxos

Em visita a um grande operador logístico observa-se que o trabalho é feito dentro de procedimentos e processos, e através dos fluxos, os principais processos de Armazenagem, Recebimento, Expedição.

Dentre os fluxos apresentamos o de recebimento de produtos que não retornarão para venda - figura 3, destacando a importância da conferência ao receber o material.

É importantíssimo que sua conferência seja efetuada detalhadamente, sem pressa e com bastante atenção e a seguridade na realização do processo de recebimento, apontando no exato momento as reais diferenças que sempre são retiradas do caminhão no caminho da transferência onde podem ser comercializadas normalmente mudando apenas a data de validade sem o consentimento de seu fabricantes podendo ser ate notificados caso venha acontecer qualquer incidente com seu produtos que já vencido ainda estão sendo comercializados, ficando armazenados aguardando uma solução para o destino que será seu fim.

Em parceria com os Operadores Logísticos os clientes têm vantagens competitivas, tais como:

Financeiras.

Redução de custos, Redução da base de funcionários diretos, evita custos com furtos, transformação de custo fixo em variáveis, redução de ativos.

Comerciais e Operacionais

Foco do cliente em seu core-business, melhoria do seu nível de serviços, padronização de atendimento ao cliente, integração do Supply Chain, Rapidez na implementação de mudanças, Flexibilidade operacional e estratégica,

O operador faz todo o processo de logistica reversa de produtos impróprios para uso, sejam avariados, sejam reprovados em testes de qualidade. Todo o processo de coleta nos clientes até a destruição por incineração, que inclui a autorização junto ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e CETESB, com acompanhamento de fiscais em alguns casos, estando dentro das leis e completando o ciclo do seu produto.

Conclusão

A logística reversa esta sendo levado cada vez mais a sério no Brasil. As empresas sabem que para serem competitivas precisam além de ter um bom produto, disponibilizá-los no momento certo e conforme necessidade do cliente. Isto não impede que seus processos possam ser revistos para continuar atendendo as necessidades e obtendo redução de custos, pois quando bem definida trará ganhos expressivos para as organizações.

Em parceria com os Operadores Logísticos os clientes têm vantagens competitivas, tais como:

Financeiras.

Redução de custos, Redução da base de funcionários diretos, evita custos com furtos, transformação de custo fixo em variáveis, redução de ativos.

Comerciais e Operacionais

Foco do cliente em seu core-business, melhoria do seu nível de serviços, padronização de atendimento ao cliente, integração do Supply Chain, Rapidez na implementação de mudanças, Flexibilidade operacional e estratégica,

O operador faz todo o processo de logistica reversa de produtos impróprios para uso, sejam avariados, sejam reprovados em testes de qualidade. Todo o processo de coleta nos clientes até a destruição por incineração, que inclui a autorização junto ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e CETESB, com acompanhamento de fiscais em alguns casos, estando dentro das leis e completando o ciclo do seu produto.

Referencias

Bibliografias consultadas

BOWERSOX , Donald J.; CLOSS, David J. Logística empresarial. São Paulo:Atlas, 2001.

CEL - CENTRO DE ESTUDOS EM LOGÍSITICA.Logística Empresarial: a perspectiva brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.

ROGERS, Dale S.; Tibben-Lembke, Ronald S.Going Backwards: Reverse Logistics Pratice; IL: Reverse Logistics Exectuve Council, 1999.

STOCK, James R.Developmentand implementation of reverse logistics programs, Oak Brook, IL: Council of Logistics Management, 1998.

BALLOU,Ronald H. ,Logistica Empresarial. São Paulo. Atlas 1993.

LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa - Meio ambiente e competitividade. Ed. Person, São Paulo, 2003

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[1] UNIP - Instituto de Ciências Sociais e Tecnologia. Campus Swift - Campinas, SP. CST em Gestão de Logística, 3º. Semestre matutino, sala ETB02. Anderson Luiz Calisto Pereira - RA 5665035 ; Fabricio Samogim Barbosa - RA A302085 - e Vanessa Rodrigues de Luca

- RA A2992D5

[2] UNIP - Instituto de Ciências Sociais e Tecnologia. Campus Swift - Campinas, SP. Professor. Esp Antonio Monteiro Guimarães.

[3] Fonte http://www.tigerlog.com.br/logistica/historia.asp 15/05/2010 - 9:46

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