A tecnologia educacional

RESUMO

O artigo aborda a Tecnologia Educacional(TE) focada em vários momentos histórico do seu uso na escola. Procura elucidar a dimensão do conhecimento e aprendizagem e terce considerações da importância do professor diante do ambiente educacional, enfatizando a construção de uma forma cognitiva. Mostra as necessidades de avanço no que se refere à tematização tecnologia-educação mediante o relacionamento crítico do professor, pois, só assim, a TE poderá ir além do conceito de neutralidade da tecnologia que lhe é de peculiar carência.

Palavras-Chaves: Educação, Conhecimento e aprendizagem, Tecnologia Educacional.

ABSTRACT

The article discusses the Educational Technology (ET) focused on various historical moments of its use in school. Seeks to elucidate the extent of knowledge and learning and terce considerations of the importance of the teacher before the educational environment, emphasizing the construction of a cognitive. Shows the necessary progress with regard to topicalization technology-education through the critical relationship of the teacher, for only thus, the TE can go beyond the concept of technology neutrality that is peculiar grace.

Key Words: Education, Knowledge and Learning, Educational Technology

Introdução.

Constata-se que a educação é considerada como um dos principais indicadores de desenvolvimento humano de qualquer sociedade observada na linha da história. Os impactos para a sociedade trazem forte reflexão prévia nas ações de Políticas públicas para a educação. Barbosa (1947: 143) afirma que: "todos os melhoramentos materiais são incapazes de determinar a riqueza, se não partirem da educação popular, a mais criadora de todas as forças econômicas, a mais fecunda de todas as medidas financeiras".

Nos últimos anos presenciou um intenso crescimento da Tecnologia Educacional(TE), notadamente com o uso recurso tecnológico(mecânico,ótico,elétrico e eletrônico,destacando os computadores e softwares ) tem transformado de forma radical a vida de nossa sociedade. Observa-se, entretanto, que seu uso na educação, é de fato conhecido que, o avanço científico-tecnológico não tem contribuído como o esperado, para a melhoria das condições de vida de grande parte da humanidade, tendo ao contrário aumentado as desigualdades sociais e regionais, necessitando de estudo profundo das conseqüências do rumo que a educação vai tomar. Afirma Sousa & Fino(2007) "E são essas tecnologias resultantes da aceleração do conhecimento que, ao abrirem auto-estradas por esse mundo fora, tem vindo romper fronteiras geográficas do passado,com reflexos nos sistemas políticos,social e econômico, na construção da nova ordem da Gloal Village".Apesar deste avanço tecnológico, não há uma grande inovação na educação, é preciso cautela com uso excessivo da tecnologia no ambiente escolar. Este uso, a sociedade de hoje, muitas vezes chega a serem consideradas exageradas, como as tecnologias dos sistemas eletrônicos, que controlam,rastreiam e não ajudam o aluno a desenvolver o senso de responsabilidade. Portanto, nada substitui o diálogo entre o professor/aluno.

Com o advento dessas mudanças na Educação vieram também, novas formas do individuo pensar, agir, bem como, de se relacionar na educação, consequentemente modificando o processo de ensino e aprendizagem. Fino (1998) afirma que "Ninguém duvida que os contextos de aprendizagem escolar precisem ser reestruturados para poderem suportar uma actividade mais centrada no aprendiz, mais interactiva, e estimulando mais a resolução de problemas de forma cooperativa".Fato este que tornou possível um processo ampliado de difusão das práticas educativa tecnológica, conseqüência do avanço cada vez mais rápido da ciência e da tecnologia modificando assim a estrutura, exigindo novos valores, conhecimentos, habilidades e novas atitudes. No entanto, não podemos utilizar essa ferramenta ingenuamente, e sabemos da necessidade de reflexões críticas sobre as novas tecnologias, considerando as afirmações de Fino(1998) que os alunos têm ritmos individualizados de aprendizagem, e que o conhecimento não é uma coisa que se adquire por transmissão, mas algo que se constrói em interação com o mundo e com os outros.

Embora a Tecnologia Educacional represente relevante papel nos processos e modalidades de ação que modelam a existência humana, ela é pouco vista como objeto transformador na educação, bem como para a sociedade. Este reflexo deve-se as maneiras pelas quais a o fenômeno tecnológico pode contribuir para superar/efetivar a educação.é bem verdade,pois,que para aproximar os alunos e propiciar o aprendizado é preciso que o docente procure o máximo para cativar,para construir um ambiente de afetividade e estimular o diálogo, sem estes ingredientes o uso de qualquer modalidade educacional poderá estar fadado ao insucesso. Portanto, mesmo tentando incorporar a TE a escola nem sempre tem obtido sucesso porque, muitas vezes, apenas adquire as novas máquinas sem, no entanto, conseguir alterar a tradição das aulas tradicionais. Além disso, fazem-se necessárias outras reflexões referentes à alta tecnologia, de forma que ela transforma em pouco tempo os produtos e a maneira de produzi-los, desta forma criando umas novas profissões e extinguindo outras.

No Brasil atualmente em quase todas as escolas do país, incluindo as escolas públicas, têm pelo menos um "laboratório de informática". Entretanto, grande parte destes laboratórios é subutilizado. Pode-se dizer que um dos principais motivos é a dissociação entre pedagogia e informática, consequentemente o ensino no Brasil ainda é considerado de baixa qualidade, tendo um modelo marcado por deficiência de infraestrutura,de pessoal, professores,deficiência salarial e essa realidade vem sendo acumulada ao longo dos anos. Auricchio,(1978) afirma que "No Brasil , o processo de ensino muitas vezes não é efetivo apresenta falhas que ocasionam baixa eficiência e baixa produtividade em termos de resultado de aprendizagem". Exemplos recente são dados dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, recentemente divulgado, revela que no Brasil quase metade dos 2,6 milhões de estudantes que fizeram a prova em 2009 obteve notas inferiores aos 500 pontos estabelecidos como média pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pelo exame. O pior desempenho foi em Matemática (57,7% dos participantes ficaram abaixo da média). Diante desse resultado com desempenho medíocre,reflete como os estuantes enfrentarão o mercado de trabalho cada vez mais competitivo,bem como os desafios da sociedade contemporânea. Notório portanto,que não temos uma educação compatível com as demandas do mundo contemporâneo.Comprovando assim,que não é o fato da presença da tecnologia que vá considerar um ensino de qualidade , inovador.O desafio atual é saber como utilizar os recursos tecnológicos para efetivamente melhorar o aprendizado dos alunos e de interação social que estão na essência da boa educação.

Neste contexto, a TE terá cumprido sua função social somente quando conseguir transformar as informações em posições de caráter ético,técnico,social e político.No que concerne ao papel da escola neste contexto, afirma Area(1996) que " Em definitiva,El papel de La escuela,sería ayjudar a formar cuidadanos más cultos,responsables y críticos ya que conocimiento...es uma condición necessária para el ejercicio consciente de la libertard indiviual y para desarrollo pleno de la democracia. "

O artigo se dispõe a fazer uma abordagem acerca da TE na educação analisando de forma critica a partir da utilização de uma reflexão acerca da participação do professor neste processo.

Faz uma abordagem sobre ensino e aprendizagem na TE enfatizando que sua aprendizagem não resulta apenas acúmulo de informações, e sim um "metabolização" em uma visão coerente do mundo, bem como, todas as informações que nos chega à mente. Considerando que, a educação e a aprendizagem são processos que acontecem dentro da pessoa, onde quer que esteja o indivíduo que está se educando ou aprendendo. Tem por objetivo geral apresentar um censo critico o relacionamento da tecnologia educacional a partir de suas relações com a educação, nos parâmetros que dizem respeito à participação do professor e analisar sua de interação social que estão na essência da boa educação e a aprendizagem. Após essa abordagem geral, remete-se um olhar na educação na historia da implantação da TE.

Tecnologia educacional.

Assiste-se hoje um boom de tecnologias que se ampliam o espectro das possibilidades de comunicação. A área da educação não escapa a essa influência, marcada pela crescente incorporação de tecnologias ás suas instâncias formais e informais(Siqueira,2006). Com a presença inegável da tecnologia em nossa sociedade acompanhada pelo avanço tecnológico e da crescente incorporação de tecnologias novas, nos faz antever profundas modificações no trabalho e, conseqüentemente, na educação. Evidencia concepções acerca da TE como envolvimento dos elementos histórico- políticos- sócio e econômico tendo repercussões profundas e abrangentes e específicas. Destacaremos aos aspectos os que se referem ao tipo de recursos e ao uso da tecnologia na educação. Podemos citar tais como o uso desde do álbum seriado, folders, gráficos, jornais, computador, datashow, quadro de giz, cartazes, gravuras históricas em quadrinhos, televisão, flanelógrafo, transparência, videocassete, textos, mural, mapas, maquetes, desenhos, gravador, disco, apagador. Transformações estas que do giz ao satélite, do texto escrito á televisão, através do uso da teleducação, em seguida contamos com o videocassete, o rádio, a informática, os meios audiovisuais de modo geral.,em diferentes partes do mundo, mostram que essas mudanças não indicam necessariamente uma modificação das práticas e concepções pedagógicas, os progressos do mimeógrafo à álcool agora ao datashow, mostrando que a escola está reproduzindo um modelo epistemológico baseado em concepções que desqualificam o aluno da sua condição de sujeitos sociais criativos. Neste contexto, nos remeti a questionar a preparação do professor, do seu compromisso de que a informação não perca seu verdadeiro papel de substância formativa, da relação entre estímulos, habilidades, raciocínio, portanto, utilizar a tecnologia a serviço da educação. A verdade é que, as tecnologias de ensino devem auxiliar o trabalho do professor e não causar transtornos, especialmente os audiovisuais, considerando em um critério de maior ou menor concretude ou, então, pela atividade sensorial que explora.Devemos refletir sobre de que forma as máquinas robotiza repercute no ensino e o aluno.De acordo com Saettler(1968) o uso da TE na educação: "não se preocupava com as diferenças individuais dos alunos,com a determinação de objetivos,nem a avaliação dos resultados de aprendizagem,não se baseava nas teorias e condições de aprendizagem"

é evidente que é problemático refletir sobre a tecnologia, porém nessa busca, a tecnologia pode ser um auxiliar poderoso, uma vez que ela pode ajudar a criar e testar ambientes diferentes, novas descentralizações e novas acessibilidades, novas maneiras de imaginar o diálogo inter-social que conduz á cognição.( FINO,2006) . Outro aspecto de relevância para está na discussão certamente é do uso desta tecnologia na educação, pois é neste entendimento que se fundamenta o seu conceito e assume o sentido na educação e conseqüentemente seu propósito. Assim, a questão, o pensamento e o método se apresentam de forma integrada. No que refere à incorporação da Tecnologia na escola, segundo o paradgma fabril, Fino( 2003) afirma surgem quase sempre como auxiliares de ensino, ou seja,como elementos que ampliam a capacidade do professor,seja em termos comunicacionais,seja em termos de agente de um currículo centralizado, burocrático,taxativo e a priori. Para Leite (2003, p, 14), cabe ao professor envolver o domínio contínuo e crescente das tecnologias que estão na escola e na sociedade, mediante o relacionamento crítico com elas.Portanto a expressão "Tecnologia Educacional"como um conceito é inadequada,considerando que a tecnologia, em si, não é educacional - nem anti-educacional. Mesmo porque ela pode ser usada na educação, e de diversas maneiras. No entanto não tornando-a educacional ou educativa. Para Freire (1992), o caminho para superar as práticas incoerentes está na superação da ideologia autoritária e elitista, o que demanda sintonia entre o fazer e o falar da educação.Como referem Sousa & Fino(2008), que a incorporação de tecnologia na escola surgem quase sempre com auxiliares de ensino,ou seja, como elementos que ampliam a capacidade do professor, e que pode levar a um novo paradigma de instituição educativa.

Como uma inspiradora da Pedagogia Tecnicista a TE é sustentada por um dos paradigmas da Psicologia: o behaviorismo ou comportamentalismo. Esta pedagogia tem como base a valorização da experiência ou a experiência planejada como a base do conhecimento. Citaremos como um dos principais representantes Skinner, através dos seus trabalhos considerados da "análise experimental do comportamento humano deveria, por natureza, retirar as funções anteriores atribuídas ao homem autônomo transferi-las, uma a uma, ao ambiente controlador. Chamados de tecnicismo, a TE tem como suporte o uso da informática. Discussões conceituais á parte, o fato é que o sentido da tecnologia aplicada na educação reflete-se nas concepções de diferentes autores e vai afastando o espaço da criação e do humano do que é tecnológico.Dentro dessa lógica, afirma Oliveira(1977, p.30) "As tecnologias substituem as idéias e passam a ser a razão de ser da vida. "A cegueira que o tecnologismo vem causando às culturas humanas faz com que o desenvolvimento e o crescimento ilimitado pareçam determinados e fatais". Desta forma, caracterizando-a de caráter neutro, um instrumento ideológico, sem nenhuma responsabilidade pelo uso que se faça dela.

Registra-se na historia da TE o primeiro livro didático e ilustrado escrito por Comenius (Orbis Sensualium Pictus) em 1650 e iniciando assim a primeira proposta da utilização de meios audiovisuais e com destaque para a importância das ilustrações na aprendizagem. Como não deram resultados imediatos, somente no século XIX surgiram novas invenções, tais como :telefone,telégrafo, fotografia,rádio, papel fotográfico ,disco, cinema, e imprensa rotativa.Após estas inversões somente por volta de 1905 nos Estados Unidos, em que são criados os primeiros "museus pedagógicos".

Temos como marco dos anos 50 a invenção da televisão, na época achava-se que iria substituir a escola. O governo investia muito como aulas filmadas que poderia chegar a toda parte. Constata-se grande fracasso e hoje praticamente não existem televisões educativas nos EUA, como também no Brasil. Ressalta Também, na época do contexto da Psicologia da Aprendizagem, que propôs novos paradigmas a partir, principalmente, das pesquisas de Skinner, também vai sendo incorporada como campo de estudo da área. Entretanto, com o investimento militar, que os Estados Unidos realizavam em programas de adestramento, iniciando assim o condutivismo, caracterizados pela implantação de modelos instrutivos,consequentemente apareceram as noções de estímulo e reforço.

Nos anos 60 começa o uso dos computadores, presentes apenas as grandes universidades americanas.Somente nos anos 70 inicia o surgimento dos computadores pessoais, tendo a assim mais acessibilidade. Como conseqüência houve um crescimento muito grande de softwares educacionais e de CBT (Computer Based Training: Treinamento Assistido por Computador.Com o advento INTERNET nos anos 90 nasce a comunicações interativas integrando todos os meios em grandes redes eletrônicas comunicação ,tais como: televisão, fotos,texto, imagens, cinema, por meio do computador.

No entanto, ainda nos anos 70-80 inicia a fase de crise dentro do campo da TE.Valendo em conta que os próprios autores da TE frustrados com as expectativas geradas e não realizada, faziam reflexões e assim manifestavam a crise. Por outro lado também, surgiram criticas nos currículos da TE, referentes ao ensino técnico-racional.Mostra-se também crise referente ao conceito da TE, sendo até considerada como aplicação operativa de um conjunto de disciplinas(Psicologia,filosofia).Embora tenha registros de várias obras referente a TE, congressos, Associações,cursos, publicações nos anos 80 começaram aos questionamentos, criticas em torno da evolução da TE, referente sua validade e sua funcionalidade. Não tendo assim sua identidade definida, os profissionais desorientados e sua falta de aplicabilidade nas escolas.Segundo Nóvoa,(1992, p. 211.) que não é importante apenas porque nos fornece a memória dos percursos educacionais, mas sobretudo porque permite compreender que não há determinismo na evolução dos sistemas educativos, das idéias pedagógicas ou das práticas escolares: tudo é produto de uma construção social.

Cabe ao profissional da área de educação participar ativamente dos avanços das novas TE capazes de fundamentarem a ação pedagógica. Com isso o autor Morin (2000) destaca que:como humanidade, não podemos esquecer que necessitamos de novas bases teóricas e de novas práticas pedagógicas que favoreçam não apenas o desenvolvimento da inteligência humana, mas sobretudo, que colaborem para uma reforma do pensamento humano. Logo, percebe-se com clareza a necessidade da formação do pedagogo ser voltada mais para uma visão do todo e não só das partes desse todo. Com certeza os conhecimentos, competências e habilidades darão possibilidade de maior inserção no mercado, participando da construção e sociabilizarão dos saberes. Para Moraes (2003), "uma nova epistemologia implica em uma nova concepção de trabalho científico, em uma nova concepção do conhecimento, como também uma compreensão mais adequada da realidade e do mundo em que vivemos".

Várias reflexões, em diferente parte do mundo, referentes aos avanços na área da TE, atribuem que a TE não promoveram seu uso disseminado na escola, apesar dos esforços e formação de professores voltados para este fim. é necessário questionar a efetividade do uso da TE antes mesmo de inseri-lo no contexto de ensino, pois com o advento da TE no mercado cada vez mais sofisticado, estas tecnologias são disponibilizadas para atender a necessidades gerais dos usuários. Essas características permitem conferir o relevante papel do professor na escola, e favorecer o uso apropriado das tecnologias. Para Fino(2003)" o mesmo computador pode servir de chave para a criação de mundos antagônicos na educação. O que decide não é, portanto, a máquina, mas a mente humana, que a concebe, o faz construir e lhe confere significado". No entanto, seu uso pode ser considerado simples em ambiente variado, como num escritório, na medicina, no Banco, em residência, ou melhor, no uso domestico, porém considerado muito complexo a realizar frente a um grupo de alunos. Afirma ainda Fino (2003) que "a única tecnologia que é capaz de romper o cerco da escola é aquela que nada tem que ver com a modernidade, porque as escolas, perdido o monopólio do conhecimento, e tendo adquirido funções não relacionadas directamente com a aprendizagem, como a de câmara de descompressão entre o final da adolescência e a pressão sobre o mercado de trabalho,perdem agilidade e credibilidade como instituições formadoras".

Considera-se como principal critica da TE a sua viabilização na pratica, sem dúvida, é a lacuna em termos da metodologia cientifica e de procedimentos a serem adotados. Acredita-se que estas tecnologias não são produtos criados para atender especificamente às necessidades dos alunos no contexto escolar, em sala de aula.Cabe,entretanto, prevalecer por inúmeras razões que a TE é complexas e assim provoca intensas mudanças profissionais,exigindo assim uma crescente intelectualização e um crescimento das atividades produtivas,desta forma, exigindo habilidade de lidar em grupos integralmente,tendo assim,informações e conhecimentos abstratos.

Aliados a esses fatores, não se pode negar que a tecnologia tem gerado muitos preconceitos, superstições e, até, mito. Vários estudos discutem a concepção tecnológica sustentada na visão positivista da ciência, levou-nos a entender a evolução da sociedade moderna em função da eficiência do progresso tecnológico alheio e independente à tradição e à vida cotidiana. Não é à toa que encontramos muitas resistências nessa área, principalmente devido a ausência de uma perspectiva histórico-social, cultural e política da tecnologia,que não apresentaram um discurso cientifico. Registra-se na literatura muitas criticas na década de oitenta, sendo apresentadas as manifestações das crises, a qual se caracterizou como a auto-reconhecimentos da crise na TE,a ausência de identidade definida, a desorientação dos profissionais da TE e a falta de aplicação e incidência nas escolas da TE. Com o advento da crise, consequentemente os defensores da TE até o final do século passado não apresentaram a sociedade trabalhos científicos que provasse o desenvolvendo seus próprios valores e sua convicções, submetendo-se ao imperativo tecnológico, sem significativos resultados concretos e apresentando um vazio.,sem comprovação de forma efetiva.Com esta compreensão é possível afirmar que os meios por si só não podem nem devem se constituir como o único campo de atuação e pesquisa da tecnologia educacional.Neste contexto, permeados de discussões sobre a TE , leva-se em consideração a política de elaboração e difusão desses recursos, diante da sua utilização na educação é necessário discutir bastante, a educação.

Todavia, existe na TE uma dicotomia quanto à formação dos professores, prejudicando ao processo educacional, principalmente, pelo fato das práticas destes professores tenderem a se basear, quase que exclusivamente, na sua experiência de vida, sendo contrários a uma perspectiva crítica, reflexiva e transformadora, sem diálogo contínuo.Portanto, faz-se necessário que o professor compreenda que seu papel não é o de transmitir conhecimento ao aluno, mas, o de criar condições para construção do saber (,FREIRE, 1997) .Assim, o processo educacional coloca professor e aluno juntos no ciclo de reflexão-ação, favorecendo a avaliação e o aprimoramento do trabalho docente, extremamente necessário ao processo educacional, pois:"O saber que a prática docente espontânea ou quase espontânea produz é um saber ingênuo, um saber de experiência feito, a que falta a rigorosidade metódica que caracteriza a curiosidade epistemológica do sujeito. Este não é o saber que a rigorosidade do pensar certo procura." (idem, 1997, p.38). Outro ponto importante seguindo esse princípio, deve ser considerado,sem dúvida,refere-se a mudança na atuação do professor, de acordo com Silva (2005)"Está na idéia de transformação tomada por um outro principio a mudança na forma de atuação do professor possibilitaria a mudança na sociedade e estabeleceria em atitudes como: ser autônomo, participativo e reflexivo quer em um sentido amplo, é entendido como a possibilidade de teorizar sobre a sua própria prática" .Entretanto, Fino (1998) refere que Paper(1980) afirma que "o papel do professor consiste em saturar o ambiente de aprendizagem com os nutrientes cognitivos, a partir dos quais os alunos constroem conhecimento. "

Enfatizando algumas contribuições de Seymour Papart para a formação dos professores, presente em duas de suas principais conferências sobre educação constata-se que S. Papert diferencia das demais teorias por não nos oferecer uma teoria formalizada, dirigida à academia, mas sim uma concepção ampla, voltada para o público norte-americano de pais e educadores de nível fundamental. Ele defende que as pessoas aprendem melhor quando constroem idéias, relações e artefatos, em vez de serem ensinadas. Também aborda temas desafiadoras, geradoras de polêmicas entre os que defendem e os críticos do uso de computadores na educação Seu pensamento está diluído em vários livros, em artigos, prefácios e transcrições de conferências e em um quarto livro. Reafirma, para os pais, a posição defendida na Máquina das Crianças, de que a familiarização com computadores ligados à Internet proporcionará às crianças independência no acesso ainda formações sobre o mundo, sem depender de adultos. Neste contexto, Papper demonstra também em sua posição que " não significa que a escola deva ser "fácil", mas que existem muitas maneiras de atingir padrões altos e de desenvolver o gosto pelo trabalho árduo, além da forma atual usada na educação formal.

Dento desta lógica, afirma Papert( 1994) que "estas mudanças substanciais nas escolas envolvem essencialmente nas pessoas, como também a participação de boa tecnologia.No que refere aos professores certamente isso significa mudanças no perfil,enfatizando competência, motivação para sua formação de forma atualizada e ,com disponibilidade de dedicação , esta com tempo disponível possibilitando um acompanhamento individualizado aos alunos, observando no seu desenvolvimento, utilizando ajuda de computadores". Ressalta também, a atribuição à tecnologia da Informática como um possível veículo de mudanças, favorecendo os hábitos de aprendizagem e respeitando suas práticas culturais. Destacando assim que, mentes ineptas, pessoas despreparadas utilizarão a tecnologia de forma, tais como sido telefones celulares, o caso de computadores, e outras tecnologias a serviço do crime organizado, pedofilia e outros. Apesar de todas estas perspectivas Papert(1994) considera como dificuldade cultural " á política escolar, pois a estrutura do sistema escolar determinados a usar computadores é composta por um currículo escolar predeterminado fazendo com que as crianças recebam de forma gradativa sua lição ano a ano, consequentemente o uso da tecnologia contribuirá para um método pobre de educação, que foi inventado somente porque não havia computadores quando a escola foi pensada".

Portanto, as reflexões aqui desenvolvidas são subsidiadas e apoiada no potencial humano,considerado como elemento referencial de competência e inteligência, exercido pelo conhecimento explicitado e operacionalizado. Este conhecimento varia de individuo a individuo e de acordo com seus aspectos biopsicológicos, emocionais intelectuais, e sociais. Diante desse cenário, cresce a importância com a formação do cidadão, enfatizando que não pode estar restrita ao preparo do indivíduo para o exercício de uma profissão,como prioridade de integração ao mercado de trabalho. Com isso exigindo o compromisso com a produção de novos conhecimentos e o desenvolvimento da capacidade de adaptar-se às mudanças. Vale ressaltar que o cidadão atual deve estar preparando para as mudanças até de profissão, de local de trabalho e empresa ao longo da vida, seja por conseqüência pessoais ou profissionais,tais como mudanças no contexto da profissão,como desaparecimento ou fusão.

Para Easterby-Smith;Araújo, (2001) "a aprendizagem é algo que emerge de interações sociais, sendo definida tanto como uma construção social,um processo político ou, ainda, como um artefato cultural. Focalizando dessa maneira pela qual as pessoas atribuem significados às suas experiências, derivando, sobretudo, de fontes tácitas". Neste contexto fica claro, de fato, que os autores destacam a natureza do conhecimento para entender a natureza da cognição do conhecimento. Para Chaves (1987) "é preciso reconhecer que a aprendizagem é algo que ocorre durante a vida inteira, e não apenas na escola, e que é importante, portanto, aprender a aprender. Mas também é importante reconhecer que poucas pessoas aprendem a aprender por si próprias, sem nenhum ensino. E é preciso, além disso, especificar com clareza o que está incluído em aprender a aprender".

Dentro da visão do processo ensino e aprendizagem é considerado de suma importância que o educador detenha o conhecimento sobre as teorias de aprendizagem,que demonstre interesse;por parte dos professores e profissionais da educação;sobre como se produz uma aprendizagem significativa e como se constrói o conhecimento, percebendo como os indivíduos são agentes ativos na busca e construção de conhecimento, dentro de um contexto significativo.Reforçando assim que,a aprendizagem não seria apenas inteligência e construção de conhecimento, mas, basicamente, identificação pessoal e relação através da interação entre as pessoas, estas teorias tem como objetivos de reconhecer a dinâmica envolvida nos atos de ensinar e aprender, partindo do reconhecimento da evolução cognitiva do homem, e tentam explicar a relação entre o conhecimento pré-existente e o novo conhecimento.Cabe aqui destacar que na aprendizagem escolar , requer o desenvolvimento escolar obtenha sucesso, necessariamente deverá ter uma interação entre o aluno, o professor e a situação de aprendizagem.

O papel da Tecnologia educacional.

"A era tecnológica marca o fim do processo de ensino para a adaptação e o começo do processo de ensino para a evolução do homem e de seu universo, partindo de condições técnicas criadas exclusivamente por ele. (...) não há nada impossível, em princípio, para o homem, no que toca à transformação das condições de seu ambiente, favoráveis ou adversos. Daí, a necessidade de uma preparação científica e técnica que habilitará as gerações novas a se servirem, com eficácia e em escala cada vez maiores, de todos os instrumentos e recursos de que as armou a civilização atual". (Azevedo et alii, 1959). Baseado nesta concepção ampla do papel da TE e na dinâmica do processo educativo através do contexto sócio-econômico que o rodeia, é que reconhecemos que a busca da TE não se satisfaz somente pelo uso da tecnologia e sim pelo o conhecimento. A concretização do papel da TE é afirmada pelos autores Sampaio e Leite, (1999, p.17):"a escola não pode colocar-se à margem do processo social, sob a pena de perder a oportunidade de participar e influenciar na construção do conhecimento social e ainda de democratizar a informação e o conhecimento.". Coerente com esse conceito cabe, entretanto, destaca a função do professor diante do papel da TE. De acordo com Alves e Garcia (2000) o processo de interação de cada professor com cada tecnologia é único; ou seja, "cada um [professor] vai ter uma interferência individual, diferenciada para o que recebe [tecnologia], de acordo com suas redes anteriores de conhecimento" (p.2). Para os autores Sampaio e Leite,(1999p.100) este papel " Envolve o domínio contínuo e crescente das tecnologias que estão na escola e na sociedade, mediante o relacionamento crítico com elas. Esse domínio se traduz em uma percepção do papel das tecnologias na organização do mundo atual - no que se refere a aspectos locais e globais - e na capacidade do professor em lidar com essas diversas tecnologias, interpretando sua linguagem e criando novas formas de expressão, além de distinguir como, quando e por que são importantes e devem ser utilizadas no processo educativo)."

Ainda na área da TE, o tema conduz à reflexão sobre como ela pode ser usada na educação. Fino (2003) afirma que a primeira perspectiva da utilização pedagógica dos computadores tem como condicionante uma concepção enraizada de "ensino" e foi inspirada por experiências anteriores de ensino através de máquinas com base em condicionamento operante". Mas isso não a torna educacional ou educativa. Sabemos que a TE refere a tudo aquilo inventado pelo homem. Assim ,o que parece, que seja qual for a modalidades de educação ainda hoje os educadores e educando constitui um objeto de pesquisa relevante, considerando que no passado se resumia apenas em experiências pontuais,focado em "modas e ondas". Segundo os pesquisadores franceses Georges-Louis Baron e Eric Bruillard (1996), a utilização da TE pelos educadores"A relação entre os educadores e as tecnologias seria uma espécie de romance inconstante, que se articula em quatro ondas sucessivas: 1) surgem as profecias sobre as mudanças extraordinárias nas práticas dos professores e nas aprendizagens dos alunos...2) São realizados estudos que demonstram a eficácia das tecnologias sobre o ensino tradicional. As experiências piloto se mostram satisfatórias e são aplicados incentivos institucionais importantes para o equipamento das escolas. 3) Iniciam-se as "queixas" dos professores: logística insuficiente, imperfeições técnicas,incompatibilidade com os programas e softwares. O uso em sala de aula se revela bastante raro, o que acarreta críticas aos administradores que compraram máquinas custosas. 4) Se estabelecem usos escolares limitados. Surgem críticas dirigidas aos professores intransigentes, que são acusados de bloquearem as melhorias trazidas pela tecnologia moderna. Mas poucos se questiona sobre as reivindicações dos adeptos ou sobre os fundamentos educativos destas tecnologias".(BARON e BRUILLHARD, 1996: 8, tradução desta autora).

No Brasil, na década de 50 é coroado com forte influencia americana, estas tecnologias foram inseridas nas escolas através de pacotes de instruções metodológicas, a qual o professor executava de forma mecânica as propostas elaboradas por especialistas. Com isto, simplesmente realizando tarefas, sem participação favorecendo a interesses de poderes mundiais. é bem verdade, pois, que somente na década de 80 surgiram lutas, critica, debates sobre a utilização da TE nas escolas brasileiras, devido a carência das escolas públicas de restrição e sem entendimento por parte dos professores, pode se afirmar que a TE não atingiu o processo educativo a uma de suas dimensões: dimensão do saber fazer. Portanto, o uso do computador na educação certamente só responde às demandas tradicionais de representação da escola, tornando-se uma pseudo-revolução no processo de aprendizagem. Na verdade, apenas uma exploração radical de vários softwares, mesmo desvirtuando seu uso predeterminado, seria capaz de abrir possibilidades de discussão de um novo paradigma de impacto na educação, ou seja, um ensino menos limitado, propiciando ao aluno uma ferramenta não só de representação, mas também de reflexão.

Informática: "como disciplina? "

Com a percepção de que o uso do computador na escola é determinado simplesmente na informatização dos meios tradicionais de instrução e pode transformar ambientes de aprendizagem, tendo como conseqüência a mudança do foco do ensino, insegurança nos professores, que temem sua substituição por máquinas e programas capazes de cumprir o papel antes reservado para o ser humano. Neste cenário, observa-se que quando as escolas introduziram a informática em seus currículos, simplesmente, considerava-se como uma ferramenta neutra e usada para apresentar em um conteúdo, ou seja, pretexto da modernidade. inquestionável que este assunto é polêmico, devido pouca experiência com essa tecnologia durante o processo de implantação. Todavia, buscam-se respostas se o uso do computador na escola provoca uma mudança no paradigma pedagógico, gerando conflitos para aqueles que acreditam que a educação é uma simples operação de transferência de conhecimentos do professor para o aluno.

Para analisar a conjuntura desta história é obrigatório conhecer um dos acontecimentos que representou uma crise na educação com a introdução da informática, foi percebida com a contratação de técnicos que tinham como missão ensinar informática. No entanto, eram aulas descontextualizadas, com quase nenhum vínculo com as disciplinas, cujos objetivos principais eram o contato com a nova tecnologia e oferecer a formação tecnológica necessária para o futuro profissional na sociedade.Contemplava apenas em oferecer os recursos necessários para que os alunos apresentassem o conteúdo de informática, como também eram colocados em uma sala específica, presa em um horário fixo e sob a responsabilidade de um único técnico/professor, sem fortalecer o processo pedagógico ,concebendo assim , a informática como apenas uma ferramenta.Segundo estes argumentos, considera-se desnecessária a Informática como disciplina,visto que fragmenta conhecimento teórico e prático dificultando assim,para os alunos a compreensão do conhecimento holístico e integrado. Quanto à organização curricular da disciplina está voltado para umas realidades desconectadas sem percepção da realidade, e considerada efetivamente apenas para suprir a necessidade global e socialmente econômica. Apesar de todas essas dificuldades que sofrem o impacto do computador na escola, contata-se o computador jamais substituirá o professor. possível vivenciar atualmente milhares de oferta de softwares educacionais, visando reflexão da concepção tradicional de aprendizagem, oferecendo propostas revolucionaria referente à educação, ainda mais com objetivos de substituir o professor por um software. São muitos os determinantes da atividade de uso do computador na escola, haja vista que quando o computador transmite informação para o aluno, ele assume o papel de máquina de ensinar e a abordagem pedagógica é a instrução auxiliada por ele, utilizando desta forma métodos tradicionais de ensino, pois no lugar de utilizar a instrução ou do livro de instrução usará o computador. Talvez o desafio atual seja apropriar do uso do computador com uma visão crítica de suas possibilidades e limites, e que tanto o professor como o aluno estejam todos á altura do desafio, lutando para que o processo dessa tecnologia instalada na escola proporcione acesso de maneira que possam avançar de novas formas com predominância de tecnologia, para que possam assumir de fato a responsabilidade de uma educação, ainda assim, personalizando o trabalho do professor, de maneira a adaptá-lo de forma técnica e eficaz, utilizando o computador de forma simples e rápida e sempre a favor da aprendizagem, em busca de seu objetivo: uma boa educação. A este propósito afirmou Lesoure(1988) "para que a Informática penetre na escola, uma condição local essencial deve ser cumprida: a existência de uma equipe de professores motivados, capazes de dedicar tempo a um projeto pedagógico preciso, e dispondo de meios que lhes permitam adquirir ou adaptar os programas, garantir a manutenção e estocagem do material e organizar os locais necessários". (p.21). Neste contexto, consideramos como os principais agentes de inovação educacional, essencial para que ocorra o processo de transformação e mesmo mudança,os professores.sem eles nenhuma mudança será impactada..

Todavia, afirma Piton-Gonçalves (2004, p. 56) mencionando que devemos "realizar a imersão tecnológica dos educadores, apresentado-lhes as tecnologias de uma forma pedagógica e não somente instrutiva. Tal imersão deve ser realizada de forma reflexiva e concomitante com os aspectos teórico-metodológicos e processos de ensino/aprendizagem que permeiam os ambientes educacionais."

CONSIDERAçõES FINAIS

A Tecnologia Educacional(TE) foi considerada inicialmente como uma solução para os fracassos educacionais. No Brasil, desde a década de 80, também com o advento da introdução do computador na escola foi enfocada na expectativa como se finalmente pudesse sanar todas as deficiências de ordem quantitativa e qualitativa da escola brasileira. Constata-se após 20 anos que este cenário permanece, vendo assim como um apêndice desvinculado da didática corrente nas salas de aula, dos planejamentos curriculares. Porém, mesmo com o avanço considerável da tecnologia e das teorias da aprendizagem na educação, é notório que a TE é um tema instigante e nos oferece algumas indagações para reflexão, entre elas: Como está à escola diante dos avanços da TE? E o professor como atua com TE, será que acompanha sua evolução? Estas reflexões, sem dúvida, são percebidas mesmo diante das revolucionárias TE. Sabemos que é fundamental que necessite de políticas de acordo com as finalidades e seus recursos, bem como, as possibilidades de uso na educação.

Intencionando dar uma resposta a essas perguntas sem, contudo generalizar faz-se necessário refletir de acordo com o ponto de vista de Sousa & Fino (2007) referente à discussão em redor da incorporação de tecnologia na escola. uma vez que tudo indica o futuro continuará a cercar a escola de tecnologia.Só que ,neste caso , a discussão da incorporação da tecnologia apenas pode decorrer á luz de um modelo de intervenção pedagógica ,baseado em pressupostos que rompem com as rotinas e as crenças estruturantes da escola do tempo das tecnologias tradicionais. bem provável que o uso TE pode favorecer a educação, porém, mas não meramente pelo fornecimento de hardware, software e conexões podem fornecer informações, contudo não atingindo a interação social que estão na essência da boa educação, visando processos de aprendizagem para fins relevantes.

De fato, o problema está na utilização do computador, quase sempre nas mãos dos técnicos de informática, desconhecedores da pedagogia e das áreas disciplinares escolares, e no estranhamento dos professores em relação às possibilidades do computador desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Desta forma, o emprego escolar do computador só ensejou a sua utilização como entretenimento, como forma de sociabilidade, em detrimento do favorecimento da aprendizagem criteriosa de conteúdos, procedimentos e valores, que é o apanágio da instituição escolar. Portanto, em face do emprego inadequado do computador em contexto escolar e da precária fundamentação psicopedagógica das práticas de Informática Educativa, propôs-se aqui o modelo alternativo de uma ferramenta atualmente muito utilizada nas escolas - o portal de ensino. Ficam estas e possivelmente outras questões levantadas para futuros debates, pesquisas, estudos a busca que a organização da tecnologia em favor de maior igualdade, inclusão e acesso não estão absolutamente garantidos, mas dependerá, em grande medida, da mobilização de alunos, educadores e comunidades, exigindo que a tecnologia seja usada de maneira que atenda aos interesses da educação. E terminaria com as citações de Valente (1997, p. 57) e Chaves(1978). Para Valente(1997) "a formação do professor deve prover condições para que ele construa conhecimento sobre as técnicas computacionais, entenda por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica e seja capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica. Essa prática possibilita a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a resolução de problemas específicos do interesse de cada aluno. Finalmente, deve-se criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vividas durante a sua formação para a sua realidade de sala de aula compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir". Para Chaves (1987) "O computador não é uma solução miraculosa para os problemas da educação, nem mesmo com LOGO. O computador pode ser usado como mera máquina de virar páginas de livro na tela, como nos piores casos de CAI. Mas LOGO pode também ser ensinado apenas como uma linguagem de programação, com ênfase no seu vocabulário, na sua sintaxe, nas suas estruturas, como modularização, recursão, etc. e não no desenvolvimento de estruturas lógicas e cognitivas na criança".

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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