identidade

INTRODUÇÃO

O presente trabalho teve como objetivo fazer uma pesquisa bibliográfica acerca dos conceitos de identidade, para tanto foram coletados livros e dicionários de vários autores como Comte-Spoville, Abbagnano, Castells, Tílio, Rosa, Barros, Silva e Mesquita, os quais abordavam sobre a temática em questão, também foram selecionados artigos em sites variados que discutiam sobre o conceito trabalhado.

A pesquisa é pré-requisito para a aprovação da disciplina Teoria Social da Educação do curso de especialização em Ciências da Educação com acesso ao mestrado pela faculdade Lusófona de humanidades e tecnologias, e teve como intuito proporcionar uma aproximação com os conceitos que serão trabalhados na dissertação para a aquisição do título de mestre.

Através da pesquisa foi possível analisar as várias concepções sobre o conceito de identidade na visão dos autores citados. Proporcionou um maior conhecimento e amadurecimento intelectual, pois permitiu leituras que servirão de apoio para trabalhos futuros.

Identidade (Identité)

“A importância conferida ao estudo da identidade foi variável ao longo da trajetória do conhecimento humano, acompanhando a relevância atribuída à individualidade e às expressões do eu nos diferentes períodos históricos” (Jacques, 1998)

A primeira definição é de Aristóteles, que diz: “Em sentido essencial as coisas são idênticas, no mesmo sentido em que são unas, já que são idênticas quando é uma só sua matéria (em espécie ou em número), ou quando sua substância é uma. Portanto, é evidente que a identidade, é, de algum modo, uma unidade, quer a unidade se refira a mais de uma coisa, quer se refira a uma única coisa, considerada como duas, como acontece quando se diz que a coisa é idêntica a si mesma”. “Em outros termos, como diz ainda Aristóteles, as coisa só são idênticas, se é idêntica a definição da substância delas”. A unidade da substância, portanto da definição que a expressa é, desse ponto de vista, o significado da identidade. Como nota Aristóteles, pode haver uma identidade acidental, como quando dois atributos acidentais (“branco” e “músico”, por ex.), se referem a mesma coisa, ao mesmo homem; contudo essa identidade acidental não significa de modo algum que o homem (em geral) seja branco ou músico. Esse conceito de identidade como unidade de substância ( ou que da no mesmo) da definição da substância foi conservado ou ainda está presente em muitas doutrinas. Foi adotado por Hegel que definiu a essência como “identidade consigo mesma” e, consequentemente, identidade como coincidência ou unidade da essência consigo mesma( Ene §§ 115-116). Tal conceito de identidade é pois, análogo e correspondente, á interpretação do ser predicativo como inerência e da essência como essência necessária¹.

¹ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p. 612

O fato de ser o mesmo. Mas o mesmo que o quê? O mesmo que o mesmo: de outro modo, não haveria identidade. Assim a identidade é, antes de mais nada, uma relação de si consigo (minha identidade é meu próprio ser) ou, quando não se trata de sujeitos, uma relação entre dois objetos idênticos (CONTE-SPONVILLE, 2003, p. 291)².

Considerado no sentido estrito, esse termo é muito preciso, uma coisa é idêntica a si mesma e a nenhuma outra, nem mesmo a um duplo gemelar (QUINE apud CONTE-SPONVILLE, 2003, p. 291)³.

Identidade é um conceito que não comporta uma definição única, como se acreditava inicialmente. Aristóteles criou a teoria de que identidade é a "unidade da substância:"
"Em sentido essencial, as coisas são idênticas do mesmo modo em que são unidade, já que são idênticas quando é uma só em sua matéria (em espécie ou em número) ou quando sua substância é uma. É, portanto, evidente que a identidade de qualquer modo é uma unidade, seja porque a unidade se refira a uma única coisa, considerada como duas, como acontece quando se diz que a coisa é idêntica a si mesma." (ARISTÓTELES apud ABBAGNANO, 1982, p. 503). Leibniz é autor da segunda definição do conceito de identidade que o aproxima "àquele de igualdade" (1982, p. 503) Mas é a terceira definição de identidade a mais interessante, pois admite que "a própria identidade pode ser estabelecida ou reconhecida com base em qualquer critério convencional.

O conceito de identidade se trata de uma construção também simbólica. A construção da identidade também diz respeito à apreensão e interpretação da realidade, uma vez que é um processo de representação simbólica, uma tentativa de compreensão de sua própria posição no mundo. Essa construção se dá através de esquemas classificatórios, que permite separar em "nós" e "outros" a partir de critérios dados4.

²COMTE-SPONVILLE, André. Dicionário Filosófico; tradução Eduardo Brandão. – São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 292 .

³ IBID. p. 292.

4ROSA, Dany. Identidade. Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/52057.

A identidade não é algo que exista a priori e deva ser resgatado. Identidades são construídas em interações sociais, dependem da existência do outro, sendo passíveis de constantes reconstruções e transformações em novas interações. A identidade não está ligada a ser, mas a estar, ou, mais especificamente, a representar. Sendo a identidade uma construção social, e não um dado, herdado biologicamente, ela se dá no âmbito da representação: a identidade representa a forma como os indivíduos se enxergam e enxergam uns aos outros no mundo (MOUFFE, 2001).

Deve-se considerar que a identidade se constrói e se reconstrói constantemente no interior das trocas sociais (CUCHE, 1999, p. 181-183). O importante são as representações que os indivíduos fazem da realidade social e de suas divisões. (...) A construção da identidade se faz no interior de contextos sociais que determinam a posição dos agentes e por isso mesmo orientam suas representações e suas escolhas. (...) Deve-se considerar que a identidade se constrói e se reconstrói constantemente no interior das trocas sociais (CUCHE, 1999, p. 181-183)5.

A identidade é construída por elementos opostos, ela é diferença e igualdade; objetividade e subjetividade, ocultação e revelação, humanização e desumanização, mesmice e mesmidade, e, para compreendê-la, é necessário articular essas dimensões aparentemente contraditórias a fim de superar a dicotomia individual/social que constitui a problemática da identidade desde a origem do termo.

Identidade é ao mesmo tempo diferença e igualdade. De acordo com Jacques (1998), a palavra identidade evoca tanto a qualidade do que é idêntico, igual, como a noção de um conjunto de caracteres que fazem reconhecer um indivíduo como diferente dos demais. Assim, a identidade implica tanto no reconhecimento de que um indivíduo é o próprio de quem se trata, como também pertence a um todo, confundindo-se com outros, seus iguais.

Logo, a identidade não é inata e pode ser entendida como uma forma sócio-histórica de individualidade. O contexto social fornece as condições para os mais variados modos e alternativas de identidade. O termo identidade pode, então, ser utilizado para expressar, de certa forma, uma singularidade construída na relação com outros homens.

Os acontecimentos da vida de cada pessoa geram sobre ela a formação de uma lenta imagem de si mesma, uma viva imagem que aos poucos se constrói ao longo de experiências de trocas com outros: a mãe, os pais, a família, a parentela, os amigos de infância e as sucessivas ampliações de outros círculos de outros: outros sujeitos investidos de seus sentimentos, outras pessoas investidas de seus nomes, posições e regras sociais de atuação (BRANDÃO, 1990, p. 37).

A identidade é totalidade, e uma de suas características é a multiplicidade. Os papéis sociais são impostos ao indivíduo, desde o seu nascimento e assumidos pelo mesmo na medida em que se comporta de acordo com a expectativa da sociedade. Por exemplo: na presença do filho, o homem se relaciona como pai; na presença de seu pai, comporta-se como filho. Se for também professor do filho, o pai será pai/professor e aquele será filho/aluno. O papel de pai, bem como o de filho, materializa a identidade como totalidade/parcialidade, pois sendo expressão de uma parte, não revela a identidade por inteiro. A cada personagem materializado, a identidade tem assegurada sua manifestação enquanto totalidade, mas uma totalidade que não se esgota nem tampouco se resume a concretização de personagens. As personagens são partes constitutivas da identidade e, ao mesmo tempo, configura-se como um todo que se cria a si mesmo, enquanto fenômeno de uma totalidade concreta. A identidade é ainda um universo de personagens já existentes e de outros ainda possíveis.

Desta forma, na relação com outros homens, o indivíduo não comparece apenas como portador de um único papel, pois diversas combinações configuram uma identidade como totalidade. Uma totalidade contraditória, múltipla e mutável, no entanto una. Ao se apresentar frente a uma determinada pessoa, comporta-se de uma dada maneira, neste momento as “outras identidades” pressupostas estão ocultadas.

A identidade é vista como totalidade não apenas no sentido da multiplicidade dos personagens, mas também no que se refere ao conjunto de elementos biológicos, psicológicos e sociais que a constitui.

Não podemos isolar de um lado todo um conjunto de elementos – biológicos, psicológicos, sociais, etc. – que podem caracterizar um indivíduo, identificando-o, e de outro lado a representação desse indivíduo como uma duplicação mental ou simbólica, que expressaria a sua identidade. Isso porque há como uma interpenetração desses dois aspectos, de tal forma que a individualidade dada já pressupõe um processo anterior de representação que faz parte da constituição do indivíduo representado. (CIAMPA, 1984, p. 65).

A identidade não se completa, depende do que está por vir. O desmantelamento e reconstrução pós-modernos agrega incerteza permanente e irredutível à experiência de homens e mulheres contemporâneos. (...) A identidade é (...) um eu transitório sempre à cata de possibilidades inéditas, o que é o mesmo que apontar para uma personalidade pastiche que se compõe de nacos ou de um bricolage (união de vários elementos para formação de um único e individualizado) que traz o emblema de uma unidade sempre perseguida e nunca alcançada (FRIDMAN, 2000, p. 82-83).

As identidades pós-modernas são descentradas, deslocadas, fragmentadas, contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas. (...) À medida em que os sistemas de significação e representação cultural se multiplicam, somos confrontados por uma multiplicidade desconcertante e cambiante de identidades possíveis, com cada uma das quais poderíamos nos identificar – ao menos temporariamente (HALL, 1992 [2003, p. 13]).

“A identidade não é algo que encontremos, ou que tenhamos de uma vez e para sempre. Identidade é um processo” (SARUP, 1996, p. 28).

Outro ponto que merece atenção é a relação entre identidade social e poder. Segundo Sarup (1996, p. 69), “o indivíduo, com sua identidade e características, é o produto das relações de poder às quais está sujeito”. Toda e qualquer prática social e discursiva envolve relações de poder, determinando “quem tem poder e quem é excluído” (WOODWARD, 1997, p. 15).

As identidades sociais emergem das várias práticas sociais e/ou discursivas das quais os indivíduos fazem parte (raça, etnia, idade, classe social, gênero, sexualidade etc.). Segundo Louro (1997, p. 24), os sujeitos possuem “identidades plurais, múltiplas; identidades que se transformam, que não são fixas ou permanentes, que podem, até mesmo, ser contraditórias. Assim, o sentido de pertencimento a diferentes grupos – étnicos, sexuais, de classe, de gênero etc. – constitui o sujeito”.

Essas múltiplas e distintas identidades constituem o sujeito, na medida em que esses são interpelados a partir de diferentes situações, instituições ou agrupamentos sociais. Reconhecer-se numa identidade supõe, pois, responder afirmativamente a uma interpelação e estabelecer um sentido de pertencimento a um grupo social de referência (LOURO, 2000, p. 12).

De fato, os sujeitos são, ao mesmo tempo, homens ou mulheres, de determinada etnia, classe, sexualidade, nacionalidade; são participantes ou não de uma determinada confissão religiosa ou de um partido político... Essas múltiplas identidades não podem, no entanto, ser percebidas como se fossem “camadas” que se sobrepõem umas às outras, como se o sujeito fosse se fazendo “somando-as” ou agregando-as. Em vez disso, é preciso notar que elas se interferem mutuamente, se articulam; podem ser contraditórias; provocam, enfim, diferentes “posições”. Essas distintas posições podem se mostrar conflitantes até mesmo para os próprios sujeitos, fazendo-os oscilar, deslizar entre elas – perceber-se de distintos modos (LOURO, 1997, p. 51)6.

5TÍLIO, Rogério. Reflexões acerca do conceito de identidade. Disponível em: http://publicacoes.unigranrio.edu.br/index.php/reihm/article/view/529.

6BARROS, Mary Nilza Ferrari de. LAURENTI, Carolina. Identidade: questões conceituais e contextuais. Disponível em: http://www2.uel.br/ccb/psicologia/revista/textov2n13.htm.

Entendo por identidade o processo de construção de significado com base em um atributo cultural, ou ainda um conjunto de atributos culturais inter-relacionados, o(s) qual(ais) prevalece(m) sobre outras fontes de significado. Para um determinado indivíduo (...) [há] identidades múltiplas. No entanto, essa pluralidade é fonte de tensão e contradição tanto na auto-representação quanto na ação social. (CASTELLS, 1999, p. 22)7.

[“A identidade, então, costura o sujeito à estrutura. Estabiliza tanto os sujeitos quanto os mundos culturais que eles habitam, tornando ambos reciprocamente mais unificados e predizíveis”. (p. 12)]; e a do sujeito pós-moderno, resultado de mudanças estruturais e institucionais que torna o processo de identificação instável e provisório, tornando a identidade pouco fixa e permanente [“O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um ‘eu' coerente”8.

Segundo Habermas (1988), a concepção filosófica da identidade não exige que os indivíduos tenham que se distinguir uns dos outros por qualidades especiais. Também não exige que eles tenham que apresentar um padrão básico de comportamento que possibilite vê-los como um todo unitário, porque, mesmo que alguém se comportasse de forma diferente a cada momento, teria de ser caracterizado como idêntico a si mesmo, como portador de uma identidade.

Entretanto, com a fragmentação das estruturas e grupos sociais em uma infinidade de identidades possíveis, pode-se dizer que houve fragmentação e descentramento do si-mesmo de uma forma mais dinâmica que a apresentada por Mead. Esta mudança está refletida na evolução histórica da concepção de sujeito pela ciência, conforme aponta Hall (2002). O autor apresenta três concepções de identidade: a identidade do sujeito do Iluminismo; a do sujeito sociológico (do interacionismo de Mead e Cooley); e a do sujeito pós-moderno. A primeira compreende a pessoa humana como indivíduo centrado, unificado, dotado de razão, de consciência e de ação e possuidor de núcleo interior, uma identidade, que emerge no seu nascimento e permanece essencialmente a mesma ao longo de sua existência. A segunda vê a identidade como resultante da interação entre o indivíduo e outras pessoas importantes para ele (outros significativos). Dessa forma, o sujeito ainda possui uma essência interior, um si mesmo real, “mas este é formado e modificado num diálogo contínuo com os mundos culturais ‘exteriores' e as identidades que esses mundos oferecem” (HALL 2002, p. 11). A concepção pós-moderna, no entanto, é a de um sujeito sem identidade fixa, essencial ou permanente, mas que possui dentro de si identidades múltiplas, muitas vezes contraditórias, definidas historicamente, transformadas em relação às formas pelas quais é representado ou interpretado nos sistemas culturais que o circundam. À medida que os sistemas de significação e representação cultural se multiplicam, o sujeito se defronta com uma multiplicidade de identidades possíveis, com as quais pode identificar-se (pelo menos temporariamente). “Se sentimos que temos uma identidade unificada desde o nascimento até a morte, é apenas porque construímos uma cômoda estória sobre nós mesmos ou uma confortadora ‘narrativa do eu'” (HALL, 2002, p. 13)9.

7CASTELLS, M. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999, p. 22.

8SILVA, Maurício Pedro da. Questionamentos acerca dos conceitos fundamentais de globalização, identidade e pós-modernidade a partir da obra de Stuart Hall. Disponível em: http://www.revistafenix.pro.br/PDF10/RESENHA2.Mauricio.Pedro.da.Silva.pdf.

9BAUER, Márcio André. MESQUITA, Zilá. As Concepções de Identidade e as Relações entre Indivíduos e Organizações: um Olhar sobre a Realidade da Agricultura Ecológica Disponível em: http://www.anpad.org.br/periodicos/arq_pdf/a_622.pdf.

CONCLUSÃO

Foi possível perceber através da pesquisa que o conceito de identidade não comporta uma única definição.

Sua conceituação interessa a vários ramos do conhecimento (história, sociologia, antropologia, direito, etc.), e tem portanto diversas definições, conforme o enfoque que se lhe dê, podendo ainda haver uma identidade individual ou coletiva, falsa ou verdadeira, presumida ou ideal, perdida ou resgatada (http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade).

O acervo coletado foi de grande importância pelo fato de proporcionar um maior conhecimento sobre o conceito de identidade, contribuindo assim para um enriquecimento intelectual.

REFERÊNCIAS

BAUER, Márcio André. MESQUITA, Zilá. As Concepções de Identidade e as Relações entre Indivíduos e Organizações: um Olhar sobre a Realidade da Agricultura Ecológica Disponível em: <http://www.anpad.org.br/periodicos/arq_pdf/a_622.pdf>. Acesso: 28. out. 2009.

BARROS, Mari Nilza Ferrari de. LAURENTI, Carolina. Identidade: questões conceituais e contextuais. Disponível em:< http://www2.uel.br/ccb/psicologia/revista/textov2n13.htm>. Acesso: 01. Nov. 2009.

CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

COMTE-SPONVILLE, André. Dicionário Filosófico; tradução Eduardo Brandão. – São Paulo: Martins Fontes, 2003.

NICOLA, Abbagnano. Dicionário de filosofia; tradução da 1ª edição brasileira coordenada por Alfredo Bossi; revisão da tradução dos novos textos Ivone Castilho Benedetti. – 5ª Ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2007.

ROSA, Dany. Identidade. Disponível em: <http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/52057>. Acesso: 10. out. 2009.

SILVA, Maurício Pedro. Questionamentos acerca dos conceitos fundamentais de globalização, identidade e pós-modernidade a partir da obra de Stuart Hall. Disponível em: <http://www.revistafenix.pro.br/PDF10/RESENHA2.Mauricio.Pedro.da.Silva.pdf>. Acesso: 30. Nov. 2009.

TÍLIO, Rogério. Reflexões acerca do conceito de identidade. Disponível em: <http://publicacoes.unigranrio.edu.br/index.php/reihm/article/view/529>. Acesso: 29. out. 2009.

WIKIPÉDIA, Enciclopédia Livre. Identidade. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Identidade>. Acesso: 03. Nov. 2009.

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