Avaliação registros dispensação medicamentos homeopáticos

Resumo: Com esta pesquisa, busca-se o conhecimento dos princípios da homeopatia, apresentado por Samuel Hahnemann, no final do século XVIII, a qual foi aprimorado por diversos outros pesquisadores e autores, e assim, através dos conceitos de qualidade de vida dos pacientes tratados pela homeopatia, as leis de cura de Hahnemman, e uma aplicação de um questionário aplicado à pacientes que usam de homeopatia, chega-se a conclusão da eficácia da medicina alternativa ou complementar, a homeopatia, para a cura e benefício contra diversos males e doenças atuais da humanidade, já cientificamente comprovados. Aliado ao fator qualidade vida aos pacientes e atenção farmacêutica, procura-se hoje em dia criar um vínculo maior entre a relação profissional-paciente, tanto na eficácia, acompanhamento da saúde do paciente, e assim, uma elevação profissão na carreira do farmacêutico, que uma vez atendendo o paciente com presteza e mais próximo, cria melhores elos e pode os acompanhar melhor cada caso.

Palavras chave: Paciente, Atenção Farmacêutica, Homeopatia.

INTRODUçãO

De acordo com seu criador a Homeopatia não é uma filosofia, entretanto seus princípios são baseados em uma, a do vitalismo. Ela é um sistema médico terapêutico que deve ser considerado como um dos ramos das ciências médicas, apesar de não ser uma especialidade clínica em sentido estrito, mas sim, a ciência e a arte de curar segundo a Lei dos Semelhantes, que é um extraordinário método terapêutico, capaz de curar de uma maneira suave, rápida e duradoura (EIZAYAGA, 1992).

Para a homeopatia, enfermidade é o resultado da reação insuficiente do organismo diante da doença. Assim, faz-se necessário estimular a reação orgânica para que esta possa sobrepujar a força da doença. Quando administramos uma droga que provoca sintomas semelhantes ao que o paciente está sentindo, observamos, num primeiro momento, um aumento transitório de sintomas. Entretanto, com o fim do efeito farmacológico, após a droga ter sido eliminada, notaremos um efeito biológico de sinal contrário, que é traduzido pela reação orgânica à droga (FONTES, 2001).

Também será avaliada a atenção farmacêutica dada aos pacientes, seu acompanhamento durante o tratamento pela homeopatia, seguindo conceitos e normas pré-estipuladas no que tange à mesma, ou seja, desde o acompanhamento inicial do problema, da ministração do medicamento, seus resultados, e a melhora do paciente analisado, dentro dos pressupostos dados como atenção farmacêutica.

Para a homeopatia a única forma de conhecer de maneira confiável os efeitos farmacológicos de uma substância medicinal é experimentando-a no organismo humano sadio. Não são utilizados testes em animais, pois cada espécie apresenta uma reação própria, muito diferente da reação dos seres humanos, por serem distintas as suas constituições. Os testes em doentes também não são tolerados, pois a mistura dos sintomas provocados pela doença natural com os sintomas provocados pela droga teste impede uma avaliação correta do experimento. (FONTES, 2001)

Como na medicina convencional, as pessoas são diagnosticadas com as mesmas condições genericamente, na homeopatia, dando a mesma cura, sendo que na homeopatia o remédio dado ao paciente se baseia em diversos fatores, somo temperamento, estado da mente, e estilo de vida. (LOCKIE, 2006)

A chave básica para a prática da homeopatia é a habilidade do compreendimento e interpretação dos sintomas dos pacientes, ambos antes e depois que o remédio é dado. O relacionameto contínuo ajuda os homeopatas em particularidades efetivas como descobertas de causas desconhecidas de recorrentes doenças. (LOCKIE, 2006)

Em muitos países, a integração da medicina convencional pode promover uma flexível e pragmática aproximação aos cuidados da saúde, e a homeopatia tem uma papel muito importante neste processo, onde doutores convencionadamente treinados estão sempre ampliando seus conceitos de terapias como a homeopatia para ampliar o leque de tratamento disponíveis aos mesmos. (LOCKIE, 2006)

Resumindo, a experimentação no homem sadio é um método natural de investigar os efeitos que as drogas e os medicamentos produzem, para saber que enfermidade eles estão aptos a curar.(FONTES,2001)

OBJETIVOS

Objetivo Geral

  • Avaliar os registros de dispensação de medicamentos homeopáticos prescritos, em Itajaí, no mês de Fevereiro de 2010.

Objetivos Específicos

  • Avaliar aplicabilidade do algoritmo de dispensação.
  • Avaliar a efetividade do tratamento homeopático.
  • Avaliar a segurança do tratamento homeopático em Itajaí no mês de fevereiro de 2010.

REVISãO BIBLIOGRáFICA

PRINCíPIOS DA HOMEOPATIA

Os princípios homeopáticos foram apontados por Samuel Hahnemann no final do século XVIII, e foram fundamentados na cura pelo semelhante (Similia Similibus Curantur), isto é, uma substância capaz de produzir determinada alteração (sintoma) em um indivíduo saudável, teria a habilidade de curar esta alteração, em uma condição de doença, quando dada em doses pequenas (CAIRO, 1876).

Em 1810 publicou seu livro mestre, chamado "O Organon da Ciência Médica Racional", que foi melhorado em 1819, chamando-se "O Organon da Arte de Curar". Desta forma, nascia a homeopatia (CAIRO, 1876).

Além da visão holística impressa em toda a obra de Hahnemann, ou seja, a visão do todo sobre as partes, há quatro princípios que orientam a prática homeopática, quais sejam: (HAHNEMANN, 1996)

  • Lei dos Semelhantes. Resultado de suas releituras dos Clássicos e, sobretudo, de suas próprias experiências, anuncia esta Lei universal da cura: similia similibus curantur. Exemplificando, um medicamento capaz de provocar, em uma pessoa sadia, angústia existencial que melhora após diarréia e febre, curará uma pessoa cuja doença natural apresente essas características. (HAHNEMANN, 1996)
  • Experimentação na pessoa sadia. Uma condição básica para a escolha dos provandos é que sejam saudáveis. - Doses infinitesimais. A preparação homeopática dos medicamentos segue uma técnica própria que consiste em diluições infinitesimais seguidas de sucussões rítmicas. Essa técnica "desperta" as propriedades latentes da substância. Toma-se o cuidado de prescrever a menor dose possível, porquanto o poder do medicamento homeopaticamente preparado é grande e há pessoas sensíveis a ele. (HAHNEMANN, 1996)
  • Medicamento único (HAHNEMANN, 1996).

No Brasil, se fala em Homeopatia desde 1818, porém, só em 1840, através do Dr. Bento Mure, médico francês, é que se iniciou sua difusão no Rio de Janeiro (CAIRO, 1876).

Em 1843 fundou-se o Instituto Homeopático do Brasil. Porém, só em 1980, é que a Homeopatia foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e, em 1990, passou a constar do Conselho de Especialidades Médicas da Associação Médica Brasileira, sendo assim retirada do conceito de terapias alternativas (CAIRO, 1876).

Vários tipos de práticas homeopáticas surgiram (LOCKIE, 2006).

Segundo Lockie (2006), "diversos hábitos prescritos desenvolveram em países diferentes ou em vezes diferentes. Uma divisão conceitual clara emergiu entre duas escolas principais de prática, clássico e complexo. Homeopatas clássicos geralmente tratam com um único remédio que exatamente combina o tipo do paciente constitucional inerente e sintoma emocional. Há ocasiões, no entanto, particularmente no caso de doença aguda ou ferida, onde os sintomas físicos distante excedem o emotivo e outros sintomas. Em casos tal como estas uma aproximação mais pragmática pode ser tomada, usando combinações de remédios em potências baixas. Assim, por exemplo, cinco ou seis remédios sabidos ser úteis para gripe talvez seja combinado numa única tabela. Isto é a aproximação complexa, baseado nas teorias do homeopata britânico o Dr. Richard Hughes, e também sabido às vezes como combinação homeopatia ou polifarmácia. Em algumas situações, geralmente de uma natureza aguda, pode ser adotado por homeopatas clássicos, mas em certos países é realmente o método normal de prescrever. Em 1948, oficialmente foi sancionado pelo Instituto americano de Homeopatia, e em muitos países europeus, tal como França e Alemanha, a polifarmácia é a homeopatia mais comum que clássica" (LOCKIE, 2006).

Ainda continuando Lockie (2006), "as mais variações no princípio homeopático incluem isopatia, em que uma microdiluição de potencia da substância causando a desordem realmente é usada para tratar os sintomas: por exemplo, Apis (que é feito da picada de abelha) talvez seja dado a alguém tratar uma picada de abelha. Um homeopata clássico geralmente só esperará um 20 a taxa êxito de 30 por cento usando este método, desde que não leva em conta a constituição rara de cada paciente. Um refinamento deste conceito é tautopatia, em que a substância exata que desencadeia os sintomas é usado para fazer um remédio para tratar esses sintomas. Na teoria este meio que o remédio para uma picada de abelha seria preparado da abelha real que tinha infligido à picada. Em praticar o conceito é a maioria de comumente usado para reações alérgicas, tal como tratar criança com um remédio feito de uma vacinação a que a criança reagiu" (LOCKIE, 2006).

HIPóCRATES talvez fora o primeiro a assegurar que ainda é plausível curar pelo meio dos semelhantes, ainda de ter estabelecido novamente o princípio dos contrários, que baseia a Alopatia (TEIXEIRA, 1998; VANNIER, 1994)

No pensamento de HIPóCRATES, as duas leis sugestionamnão se contrapor, contudo ter indícios particulares, ambas com a desígnio de curar. Assim sendo, um dos princípios diretores da terapêutica hipocrática é que "os semelhantes curamse pelos semelhantes". "A doença é produzida pelos semelhantes, e pela administração do semelhante, o paciente retorna da doença à saúde". Ou "as substâncias naturalmente purgativas podem provocar a obstipação" (DUNGEON, 1994; VANNIER, 1994).

Em PARACELSUS ainda se encontra este princípio hipocrático: "o semelhante pertence ao semelhante". Assegura-se que todo seu exercício médico tenha sido embasado na teoria dos similares, na imagem de que a substância que causa a doença igualmente irá curá-la (COULTER, 1981;TEIXEIRA, 1998; VANNIER, 1994).

CROLLIUS, seu seguidor, assegura: "...é necessariamente imperioso - se queremos que os remédios sejam contrários à doença - que eles sejam convenientes à natureza, que lhe sejam semelhantes... Qualquer que seja a doença, deve ser curada pelo seu próprio correspondente" (DUNGEON, 1994; VANNIER, 1994).

Samuel Hahnemann, instituidor do padrão homeopático, consagra princípios éticos e humanísticos ("beneficência" e "não-maleficência") ao organizar uma método médico que aponta instigar as eficácias curativas do organismo sem os decorrências sinistras das elevadas doses dos remédios heróicos.

Inter-relacionando as ciências humanas ou humanidades com a medicina, Hahnemann agrupou aspectos antropológicos, filosóficos, sociológicos e psicológicos na inclusão do binômio saúde/doença, concentrando opiniões da amostra médico vitalista, dominante em sua época:

"No estado de saúde do indivíduo reina, de modo absoluto, a força vital de tipo não-material que anima o corpo material (organismo), mantendo todas as suas partes em processo vital admiravelmente harmônico nas suas sensações e funções, de maneira que nosso espírito racional que nele habita, possa servir-se livremente desse instrumento vivo e sadio para um mais elevado objetivo de nossa existência". (Organon da arte de curar, §9)

Criticando qualquer usura transcendental a respeito da classe desta "força vital", entende-se o método de adoecimento como um enfraquecimento dos organismos fisiológicos naturais de adaptação e compensação, correlacionando este desequilíbrio orgânico às diferentes amostras sintomáticas do sujeito (pensamentos, sentimentos, sensações, desejos e aversões, predisposições climáticas, aspectos do sono etc., além dos feitios medicinais habituais), empregando esta "totalidade de sintomas" como referencial para diagnosticar o padecimento da força vital (predisposição singular, sensibilidade mórbida ou desequilíbrio homeostático) e para receitar, segundo o princípio da similitude, os medicamentos que despertavam um conjugado de sintomas idênticos nas pessoas sadias (similia similibus curentur).

Valorizando o conjunto de indícios peculiares na individualidade enferma, tanto no juízo da doença, quanto na opção do meio de cura, pressupõem-se embasamentos da fisiologia integrativa atual, priorizando as amostras sintomáticas do estado psíquico-emocional por analisar, segundo um entendimento psicossomático ou holístico do adoecimento humano, que "em todas as doenças físicas, a disposição psíquica e mental está sempre se modificando e, em todos os casos de doença, que devem ser curados, o estado psíquico deve concorrer como um dos mais notável no conjunto característico dos sintomas, se quisermos traçar um quadro fidedigno da doença, a fim de poder tratá-la homeopaticamente, com êxito". (Organon, §210)

Ainda segundo Lockie (2006), "Uma alternativa eficiente ao lado de julgamentos clínicos havia um número de estudos de resultado isso, enquanto não é duplamente blindado e controlado, pede pacientes sobre o resultado de seu tratamento. O resultado estuda no Glasgow Hospital Homeopático em Escócia, em pacientes que já tinham tido tratamento convencional malsucedido para um alcance de doenças, inclusive depressão, esclerose múltipla, e câncer, informaram uma diminuição significativa em seu uso de medicina convencional. Enquanto estes estudos diretamente clinicamente não são controlados, têm grandes implicações, não só para saúde dos pacientes, mas também para o financiamento de serviços médicos. Possíveis conseqüências incluem o uso de medicamento mais barato, uma diminuição em admissões de hospital, e os custos reduzidos de tratar os efeitos colaterais de medicamento convencional. Um relatório de 1998 pelo Sentido de Homeopatia no Reino Unido argumenta que julgamentos clínicos coerentemente demonstram os benefícios de homeopatia em termos de cuidado paciente e rentabilidade" (LOCKIE, 2006).

Continuando Lockie a relatar em sua enciclopédia, "Em muitos países Ocidentais há uma tendência pública longe de alguns aspectos de medicina convencional de baseamento em drogas, e compaixão com a idéia de uma maneira mais "holística" de tratar a "pessoa inteira". Aí cresce interesse do estabelecimento médico em explorar a possibilidade de integrar algumas terapias complementares, inclusive homeopatia, em suas aproximações de tratamento. Isto está em parte devido aos ascendentes custos de saúde, os efeitos colaterais alarmantes de alguns tratamentos médicos, e a falta de êxito em convencionalmente tratando algumas condições, tal como câncer. Se integração é tornar-se uma realidade, padrões, no entanto, altos de educação, prática, e pesquisa dentro de homeopatia são necessitados. Finalmente, o objetivo é assegurar se essa homeopatia está sendo entregue ao público por meio convenientemente qualificado e regulou médicos operando de acordo com um código forte de ética proteger o paciente. Enquanto há ainda claramente chave interroga quanto a como trabalhos de homeopatia, pesquisa e experiência sugerem que é como Hahnemann primeiro proposto, seguro, suave, e eficiente. Os ingredientes ativos são dados em altamente diluiu forma e remédios homeopáticos são praticamente 100% seguros e pode ser dado a bebês, mulheres grávidas, e o idoso. A homeopatia integra bem com medicina convencional e pode ser usado numa moda verdadeiramente complementar" (LOCKIE, 2006).

O tema da medicina homeopática, está diretamente ligado com a medicina tradicional chinesa, pois rege um dos modelos médicos mais corretos aos princípios da medicina biodinâmica (Bellavite, 2002).

Com relação à abordagem homeopática, ou a medicina homeopática, deve-se entender que ela resultará de valor mesmo para os que possuem outros interesses práticos como também aos estudantes que se identificam com a medicina integrada, tendo como objetivo portanto este trabalho de pesquisa científica ampliar os conhecimentos também em medicina geral (Bellavite, 2002).

Desta forma, como uma "lógica" da medicina integrada, o raciocínio estabelece relações transversais pelas várias medicinas, e desta forma, encontra os pontos de contato que podem existir entre elas, já que a razão delas existirem é o seu próprio "objeto" de estudo, ou seja, o sujeito[1] (Bellavite, 2002).

LEIS DE CURA

Os sintomas devem desaparecer na ordem inversa do seu aparecimento (FONTES, 2001).

A cura progride do alto do corpo para baixo. (FONTES, 2001).

O corpo procura exteriorizar os sintomas, mantendo-os em duas partes mais exteriores (FONTES, 2001).

A cura progride dos órgãos mais nobres para os menos nobres (FONTES, 2001).

Antigos sintomas podem reaparecer (FONTES, 2001).

A constatação de uma dessas eventualidades ajuda o médico a conduzir o tratamento homeopático. Ele poderá suspender o medicamento ou até mesmo substituí-lo, dependendo da evolução do quadro (FONTES, 2001).

QUALIDADE DE VIDA

A homeopatia que tem se expandido entre a população que precisa de tratamento de saúde e opta por métodos diferentes daqueles mais utilizados pela medicina oficial. Incontestavelmente as terapias complementares de assistência à saúde vêm colaborando com a otimização da assistência e vêm experimentando um aumento significativo no que diz respeito à aceitação junto aos usuários. Além disso, contam com um respaldo oficial, pois, desde 1976 a OMS recomenda em seus programas de promoção de terapias alternativas, a difusão e integração dessas práticas aos conhecimentos e técnicas da medicina tradicional (TURNER, 1990).

Para avaliar o conceito de qualidade de vida nos pacientes, é importante revisar os seguintes conceitos primordiais: (ROSENBAUM E PRIVEN, 2005).

  • Psicológicos: disposição geral, memória, compreensão e estado emocional; (ROSENBAUM E PRIVEN, 2005)
  • Social: relacionamentos sociais; (ROSENBAUM E PRIVEN, 2005)
  • Ação: ocupação, lazer, cuidado de si; (ROSENBAUM E PRIVEN, 2005)
  • Saúde: vitalidade, disposição física geral, sono, nutrição, relação com a doença (como o indivíduo se relaciona com a doença e as incapacidades concomitantes); (ROSENBAUM E PRIVEN, 2005)
  • Existencial: expectativas para o futuro, frustração, doença como fator existencial; (ROSENBAUM E PRIVEN, 2005)

ATENçãO FARMACêUTICA

Entre as ferramentas essenciais para desenvolvimento tanto da Assistência como da Atenção farmacêutica é crucial o acesso à informação sobre medicamentos, dose, via de administração e forma farmacêutica por parte do profissional, além do necessário cuidado com a posologia e o monitoramento terapêutico, tendo como objetivo a cura, eliminação ou redução da sintomatologia; diminuição dos agravos ou a prevenção de determinada enfermidade ou sintoma. (Revista Riopharma, 2003)

Assim, a atenção farmacêutica vendo sendo reconhecida como uma nova missão profissional pelos farmacêuticos. Desta forma, ela é um novo exercício profissional, novo e por muitos profissionais desconhecido ainda. Afim de garantir sua subsistência e afirmação aos longo dos tempos, o farmacêutico deve divulgá-lo em anúncios de jornais de bairro, conceber entrevistas, rádios comunitárias, criar boletins informativos para clientes e profissionais, divulgar cartazes pelos bairros, e palestras na comunidade. Mas, a compreensão total do conceito atenção farmacêutica se dá somente quando é posta em prática, pois as pessoas precisam ver o que é o serviço, saber que ele existe e acontece de forma organizada. (Revista RioPharma, 2009)

Enquanto não se começa a prática do conceito, é natural que o farmacêutico se sinta inseguro, porque a atenção farmacêutica exige conhecimentos e habilidades especificas. Desta forma, é vital buscar informações sobre o serviço, troca de experiências com colegas e participar de cursos de capacitação, sem se esquecer que a competência se desenvolve na prática, e essa é a única forma de se tornar um profissional experiente, para atender as necessidades farmacoterapêuticas dos pacientes. (Revista RioPharma, 2009)

A atenção farmacêutica pode ser dirigida a todos os pacientes e as mais diversas idades, que necessitem de,medicamentos para tratar uma condição de saúde ou que os utilizem de forma inadequada (Revista RioPharma, 2009)

Porém, não há receios de que o principal beneficiado é o cliente da farmácia. Porém, o farmacêutico também se torna na medida em que se sente valorizado pelos pacientes e pelas instituições como um profissional de atenção à saúde que atende a uma precisão social singular (Revista RioPharma, 2009).

A astúcia do medicamento como produto entusiasma tanto o farmacêutico - uma vez que a farmácia é um estabelecimento designado ao comércio de medicamentos e à manipulação de procedimentos magistrais e oficinais (Lei n° 5.991, 1973) -, assim como o prescritor, que é constantemente ensejado pela publicidade com a intento de avigorar ou alterar seus costumes de prescrição. Estudos indicam que a indústria farmacêutica consume 25% de seu faturamento global em merchandising e atividades correlativas. Influências que alcançam a ética quando o anseio de obter benefícios a qualquer custo incita a utilização de formas ilícitas, numa era focada no individualismo, consumismo e imediatismo. Presencia-se, então, no mercado das farmácias de manipulação uma disputa pela clientela e pelo prescritor. A bibliografia cita além disso o quão preocupante é a imprópria afinidade comercial médico-farmacêutico que, com intensidade, vai além do limite cabível (por modelo, o relacionamento comercial vivente entre o médico e o laboratório de análises clínicas) e adverte o impedimento de qualquer ligação comercial no campo profissional entre médico e farmacêutico. (BRASIL. Lei n.° 5.991; Hagar, 1999)

O receituário sem os dados necessários ao preparo do remédio e à orientação do paciente, ou contendo remédios que capazes de acarretar prejuízos à saúde do paciente, ou ainda o direcionamento do paciente a um apontado estabelecimento farmacêutico, entre outros casos, é um argumento que solicita ponderação ética.

LEI DAS SEMELHANçAS

Hahnemann diz quanto a Lei das Semelhanças: (Bellavite, 2002)

"Escolhendo por uma determinada doença natural um remédio que seja capaz de produzir uma doença artificial muito similar à primeira, conseguiremos curar as doenças mais obstinadas. (...) Cada caso particular de doença é curado e eliminado da forma mais segura, radical, rápida e definitiva quanto maior fora capacidade do medicamento de produzir no organismo, da forma mais completa e similar, a totalidade dos seus sintoma, sendo justamente esses sintomas os mais fortes da doença. (Hahnemann 1996)" (Bellavite, 2002)

Segundo Bellavile (2002), quando consideramos a similitude homeopática deve-se levar em conta que:

  1. cada substância biologicamente ativa (fármaco, composto tóxico, produto bacteriano, mineral, extrato de planta) produz sintomas característicos no corpo do sujeito saudável que a ingere;
  2. cada pessoa doente apresenta sintomas característicos, típicos, provenientes tanto do seu organismo (reatividade individual, "terreno", construção), como da alteração particular pela qual ele foi atingido;
  3. toda substância que entra em contato com o organismo, seja qual for a via de entrada, provoca: um efeito primário, que corresponde à alteração da força biológica provocada pela força medicamentosa (embora esse efeito seja produzido por ambas "as forças", correspondente principalmente à força medicamentosa); uma ação resistente, que de fato é uma ação automática do nosso sistema para manter a própria auto-organização. Esse processo é chamado de efeito secundário. (Hahnemann 1994, p. 63-68)" (Bellavite, 2002).

Assim, a cura de um paciente pode ser feita pela administração, nas diluições apropriadas, da mesma substância que no sujeito saudável forma o quadro patológico que se quer tratar. Esses conceitos foram amplamente aplicados com o uso de uma grande série de substâncias de origem vegetal, mineral e animal. Desta forma, através de muitas experimentações, pelo método hahnemanniano (experimentação no sujeito saudável), permitiu que o princípio de semelhança passasse do puro empirismo à prova sistemática, e assim, ao longo dos tempos, o acúmulo de conhecimentos farmacológicos e clínicos de grande proporção, registrados nas "matérias médicas". (Bellavite, 2002)

A farmacopéia homeopática também se abastou-se pela observação dos efeitos provocados por intoxicações acidentais ou voluntárias, pela evidência da toxicologia industrial e da própria experiência clínica dos médicos homeopatas. (Bellavite, 2002)

Pela medicina convencional, faz-se necessário uma experimentação anterior em animais irracionais, sendo assim não é possível extrair diretamente as conclusões desses experimentos ao homem. Assim, a homeopatia resolve este problema, por meio da dinamização, sua farmacotécnica própria. Assim, a experimentação homeopática pode ser feita com medicamentos de qualquer tipo ou origem, tanto na forma ponderal quanto na dinamizada; mas na prática, se utiliza a forma dinamizada, pelo fato de que dessa maneira a toxicidade é atenuada ao se desconcentrar a massa de toda e qualquer substância (Serrano e Herrero 1997). No parágrafo 128 (Organon of medicine) Hahnemann (1996) explica que a melhor forma de conseguir o resultado para experimentar os efeitos positivos dos medicamentos é conseguido quando se utiliza a potência/dinamização 30CH. (Bellavite, 2002)

Porém, conforme observações da clínica homeopática, o que faz com que o medicamento se torne o mais "homeopático" possível não é por ter uma farmacotécnica própria na sua elaboração, e sim ser administrado ao paciente de acordo com o princípio da similitude da totalidade sintomática característica. (Bellavite, 2002)

Existe também uma variante para a farmacologia em geral sobre a utilização do princípio de semelhança, é o que se chama de isopatia[2]. Este termo foi provavelmente introduzido pelo veterinário W. Lux em torno de 1831-1833 (Lux 1833), sugerindo que doses baixas de substâncias contagiosas (bactérias, vírus, secreções infectadas e materiais orgânicos), após preparados especiais, incluindo-se a esterilização, conseguia-se um efeito terapêutico contra os distúrbios deste mesmo contágio. Assim, o princípio de semelhança similia-similibus se torna assim em aequalia aequalibus, ou princípio de identidade. Os médicos antigos nesses campos tinham seus remédios tanto de origem similia quanto aequalia. (Bellavite, 2002)

Numa consulta homeopática são considerados diversos sintomas: físicos, gerais, emocionais e mentais. A priorização é para aqueles sintomas que são apresentados de forma espontânea, já que o são os que mais nos "colocam" a verdade do sofrimento do paciente na sua subjetividade. (Bellavite, 2002)

Assim, o diagnóstico clínico, é usado também os sintomas obtidos pela semiologia clínica e pelos exames complementares. Neste complexo de sintomas, serão escolhidos os sinais e sintomas que, além de levar a alguma conclusão para o diagnóstico clínico, também individualizem o paciente tanto na circunstância corrente da vida como na sua história única e particular. (Bellavite, 2002)

Na consulta homeopática, o relato do paciente é feito de forma aberta e confortável, e sendo exatamente essa escuta que permite que uma relação médico-paciente digna e humana seja feita e assim, o conhecimento da biografia que acompanha cada doença de cada ser humano. (Bellavite, 2002)

A eficácia clínica percorre toda essa medicina desde o seu início. A forma de trabalho que procura um medicamento que satisfaça a totalidade sintomática e os sintomas mais característicos e peculiares do paciente não caracterizam de fato uma "disponibilidade" maior do método homeopata em relação ao médico convencional, mas, sim, a criação de uma ação eficaz e metódica que representa um importante requisito para a realização de um interrogatório homeopático. (Bellavite, 2002)

A DOSE MINIMA

A medicina homeopática tem seu método próprio de preparação de remédios. Consiste na trituração das substâncias sólidas seguidas de posteriores diluições feitas em água e álcool, perfazendo, em cada diluição, um determinado número de sucussões, conseguindo assim, desta forma, aumentar com a trituração, a biodisponibilidade, e de reduzir, com as diluições, a toxicidade das substâncias, muitas das quais eram venenos. é dessa forma também que Hahnemann conseguiu uma paradoxal na potencialização da capacidade terapêutica dos remédios quando os mesmos eram diluídos. E assim, essas progressivas diluições crescentes, levam o nome de potências[3] ou dinamizações, liberando dessa forma energia dinâmica das substâncias medicamentosas por meio da sucussão (ação de sacudir, abalar), que seria a vibração do soluto. (Bellavite, 2002)

A técnica de extração e diluição dos remédios está descritivamente codificada nas farmacopéias existentes em cada país. As soluções iniciais são chamadas de tinturas mães (TM) e possuem concentração máxima da substância. Quanto aos tipos de diluição já estabelecidos e testados, são a diluição centesimal e a decimal. Esta última idealizada por Hering, um médico americano que trabalhou com Hahnemann. No processo de dinamização, para se conseguir a primeira diluição decimal [4] (D1) é feita através da diluição de uma parte da TM em nove parte de água e álcool. Desta parte, retira-se uma parte que dilui-se de novo em nove partes do solvente de água e álcool, obtendo-se o D2 e assim por sucessão. (Bellavite, 2002)

Já na diluição centesimal, o procedimento é da mesma forma, parte-se da TM, de determinado remédio, dilui-se uma parte em 99 partes do solvente de água e álcool, sacode-se intensamente de forma manual ou mecanizada, chegando-se então à primeira parte centesimal ou CH1. Ao diluir novamente CH1 com 99 partes do solvente, obtemos CH2, e com sucessivamente. (Bellavite, 2002)

Já nas diluições cinqüentamilesimais (LM), são feitas em diluições seriais de 1/50.000, e as diluições korsakovianas (K) são feitas utilizando-se um único frasco para as sucessivas dinamizações. São duas farmacotécnicas homeopáticas usadas menos freqüentemente. (Bellavite, 2002)

Os remédios homeopáticos também podem ser produzidos na forma de glóbulos de sacarose ou lactose impregnados com as diluições. (Bellavite, 2002)

Na homeopatia convencional, usa-se normalmente as substâncias medicamentosas (correspondendo a diluição decimal 24, D24, ou à décima segunda centesimal, CH12). Na Argentina e Brasil, a homeopatia é identificada com o uso de remédios diluídos e dinamizados (soluções não-molecurares). Os médicos homeopatas formados em instituições especializadas são ensinados a tratar com remédios em diluições/dinamizações acima da CH12 (as mais utilizadas em clínica são CH30 e CH200). (Bellavite, 2002)

Fato importante também para se lembrar é de que segundo hipóteses físicas mais modernas, não se poderia excluir que uma determinada informação possa ser veiculada pelo solvente (água e álcool com os quais podem ser impregnados glóbulos de lactose) graças ao característico processo único homeopático de preparação dos medicamentos (dinamização). (Bellavite, 2002)

MEDICAMENTO UNICO

A homeopatia clássica utiliza medicamentos únicos, que foram submetidos à experimentação patogênica no homem saudável (experimentação pura). Na linha da prática, que se chama unicista ou clássica, por ser a mais fiel à Hahnemann, usa, para tratar dos pacientes, um remédio só, escolhido, pelas patogenias que apresentaram os sintomas artificiais mais semelhantes à totalidade sintomática trazida pelo paciente à consulta, e com isso, o mais semelhante ao paciente. (Bellavite, 2002)

Pode também ser utilizada a lei do semelhante para neutralizar um único sintoma ou um quadro clínico isolado. Na patogenia do medicamento, Chelidonium Majur, os experimentadores entre todo um quadro do seu "comportamento mobilizado" pelo medicamento que está sendo experimentado, um quadro de "dor hepática, em cólica, com irradiação para o ângulo inferior e interno da omoplata direita". Exemplificando, suponha-se que o paciente se queixe de dor hepática, em cólica, na consulta. Com essas características, se for administrado Chelidonium estará se aplicando a lei do semelhante, que responde a similaridade de uma parte do paciente (sua parte hepática). Ao mesmo tempo que se este paciente se queixa de insônia, das "2 as 4 horas das manhã", pondera-se procurar outro medicamento que apresentem na sua patogenia insônia, e administra um segundo medicamento para essa segunda queixa. Assim, na administração de vários medicamentos ao mesmo tempo, temos o nome de homeopatia pluralista. (Bellavite, 2002)

Deve-se lembrar porém, que nestes casos, de lei de semelhança, não é considerada a totalidade sintomática característica que cada remédio provoque em seus experimentadores. Assim, estas condutas terapêuticas não propõem uma proposta epistemológica médica diferente da que é praticada convencionalmente. Mas, se os remédios pertencem a farmacopéia homeopática, a abordagem do doente, por ela realizada, não pertence ao modelo homeopático, cujo objetivo é o equilíbrio do doente na sua maneira indivisível e subjetiva de adoecer. (Bellavite, 2002)

METODOLOGIA

Tipo de estudo

Estudo descritivo, a partir da análise do "Registro de dispensação de medicamento homeopáticos prescritos no SUS" respondido por pacientes da Farmácia Homeopática Visnature, em Itajaí - SC, referente a Janeiro de 2010.

População e amostra

Serão analisados 100 registros de dispensação de medicamento homeopático na Fármacia Homeopática Visnature no mês de Janeiro de 2010.

Análise dos dados

A análise dos dados será realizada em uma planilha Excel®, na qual os dados serão tratados para a obtenção de freqüências e gráficos explicativos, que foram discutidos à luz do referencial teórico.

Considerações éticas

O material necessário para realização deste trabalho foi cedido pela Farmácia Homeopática Visnature, em forma de planilha Excel® formulada pela própria empresa, sem a exposição de nenhum dado pessoal do paciente.

RESULTADOS E DISCUSSõES

CONCLUSõES

A afirmação de que, a homeopatia é discriminada por uma ciência oficial", não pode ser suportado pelos resultados de presente revisão. A quantidade e qualidade da investigação em curso nesta área indica que, na verdade, a rejeição da homeopatia como uma teoria científica válida empenhada vem do fato de que a pesquisa mais recente foi completamente desconfirmado os medicamentos principais das hipóteses. Outra conclusão diz respeito às relações entre a qualidade de um estudo homeopático e os seus resultados positivos. Este é claramente um reconhecido fenômeno, que, por exemplo, reconhecidamente "contaminado", nas meta-análises realizadas na década de 1990, que detectou um efeito (fraco) favorável para as preparações homeopáticas. Em resumo, a presente revisão indica que o conceito do conhecimento moderno prova claramente invalidando a hipótese de que as substâncias ultra-diluídas poderiam ter uma clínica perceptível ou efeito farmacológico em organismos vivos.

No Brasil, a dificuldade ao se introduzir um serviço de dispensação é a falta do profissional farmacêutico nos estabelecimentos de saúde. Sendo assim, faz-se importante, no setor público, maior investimento, por parte dos governantes, na contratação do profissional farmacêutico para melhor gestão dos programas de assistência farmacêutica assim como também, a implementação da atenção farmacêutica nas unidades de saúde, e que, no setor privado, se exija o cumprimento da Lei no. 5.991.

REFERêNCIAS BIBLIOGRáFICAS

  • BARROS, J.A. C. Propaganda de medicamentos: atentado à saúde? São Paulo: Ed. HUCTEC/SOBRAVIME, 1995. 222p.
  • Bellavite, Paolo; Medicina Biodinamica: A força vital, suas patologias e suas terapias / Medicine Biodinamica: The life force, its diseases and their treatments., Campinas; Papirus; 2002. 408 p.
  • BRASIL. Lei n.° 5.991, de 17 de dezembro de 1973. Dispõe sobre o controle sanitário do comércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêuticos e correlatos, e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 19 de dez. 1973.
  • Cairo, Dr Nilo; O Guia de Medicina Homeopática; 1876, Livraria Teixeira
  • Coulter HL Divided legacy: a history of the schism in medical thought. Berkeley: North Atlantic; 1982. vol. 1-3.
  • Da Teoria à Prática; Revista RioPharma, n° 85, Jun/Ago-2009, pg 17
  • Dudgeon RE. O princípio homeopático em medicina antes de HAHNEMANN. Revista de Homeopatia (São Paulo) 1994; 59(2):8-18.
  • EIZAYAGA, F. X. Tratado de Medicina Homeopática. 3 ed. Buenos Aires: Editora Marecel, 1992. 399p.
  • Fontes, L. Farmácia Homeopática Teoria e Prática. São Paulo, 2001,ed.Manole, pg 13-17.
  • Hagar, M. S.Quo vadis pharmacia? Caminos de ética, educación y ciência. In: CONFERêNCIA PANAMERICANA DE EDUCACIóN FARMACêUTICA, 4., 1999, [S.l.]. Resumos... [S.l.]: [s,n.], 1999. p.28.
  • Hahnemann S. Organon da arte de curar. 2a ed. Tradução de: Organon der Heilkunst. Ribeirão Preto: Museu de Homeopatia Abrahão Brickmann, 1995.
  • Hahnemann, S; The Organon of the Healing Art; São Paulo; Robe; 1996. 248 p
  • Lockie, Dr. A, Encyclopedia of Homeopathy; DK Publishing, Nova íorque, EUA, 2006.
  • Revista RioPhamarma, Out/2003
  • Rosenbaum, P., Priven, S. W.; Qualidade de vida em Saúde em Campo Homeopático: Questionário NEMS-07, 2005
  • Teixeira MZ. Semelhante cura semelhante. São Paulo: Petrus; 1998.
  • Turner, P; Existe uma ponte entre homeopatia e a medicina convencional?, Revista de homeopatia v.55, n° 2, abr. mai. Jun. 1990, pg 33-36.
  • Vannier L. A idéia da Homeopatia na história. Revista de Homeopatia (São Paulo) 1994; 59(1):9-15.
  1. Escrito pela Doutora Gabriela Alicia Martínez Carrizo em parceria com o Autor.
  2. Isopatia: Entende-se pelo uso, como remédio, de preparações diluídas e dinamizadas de agentes etiológicos das próprias doenças, não segundo o princípio da similitude dos sintomas mais do igualitarismo do agente etiológico. Como exemplo, o uso do pólen na asma alérgica, o uso dos próprios venenos para curar os envenenamentos, o uso de preparações "homeopatizadas" de fármacos alopáticos para combater os eventuais efeitos tóxicox desses próprios fármacos. Por isopático entende-se o uso terapêutico de um material patológico, de secreções e excreções provenientes do próprio doente. Uma forma particular de isopatia é a auto-hemoterapia, na qual se usa o próprio sangue do paciente, administrado geralmente por via intramuscular, após tratamento adequado (por exemplo, diluição-dinaminazação, ozonização, agregação de um fármaco alopático).
  3. Potência: é a energia dinâmica adquirida pelos medicamentos, com o trabalho da dinamização.
  4. Diluição decimal: as siglas que a denominam são: -D-, -DH-, -X-, o -x-

Please be aware that the free essay that you were just reading was not written by us. This essay, and all of the others available to view on the website, were provided to us by students in exchange for services that we offer. This relationship helps our students to get an even better deal while also contributing to the biggest free essay resource in the UK!